Mais Recente

Sensualidade

MMiana1

Podeis falar-me de deusas.
Mas, somente recordarei a beleza Humana!

You may tell me of goddesses.
But, I’ll only remember Human beauty!

 

 

Certainty

man-in-the-uni

If you can not find order in chaos,
you are not in the universe!

Se não consegues encontrar a ordem no caos,
não estás no universo!

Boas Festas / Happy Holidays 2015

VFS_1144 Natal 2015

Circulamos pelas estrelas num ciclo que se renova anualmente.
Esperando que esta época permita uma ligação mais forte com o Criador, fortalecendo nossa vontade de ser melhor,
Feliz Natal e Bom Ano Novo!

We wander through the stars in a cycle annually renewed.
Hoping that this season will allow a stronger bond with the Creator, strengthening our will to be better,
Merry Christmas and Happy New Year!

O Bosão do João

88 poemas

A minha poesia foi incluída na compilação organizada por Rui Malhó (que ainda não tenho o prazer de conhecer pessoalmente), O Bosão do João88 poemas com ciências.

Integralmente inesperada, é uma imensa honra ter sido selecionado para fazer parte duma obra que versa a transversalidade multidimensional da poesia nos multiversos da ciência e uma enorme responsabilidade por estar entre tão excelsa companhia.

Ao autor, o meu mais sincero agradecimento!

… Nada Ser
Do Quotidiano
Dia de Aniversário!
Revestimento
en_CRUZ_ilhadas
Membranas
Breve incerteza
Tapeçarias
Máscaras
Arbítrio
Rupturas

Destino(s)

Do you believe in destiny ?

Há linhas destinadas a reencontrarem-se.

O que está por escrever,
é a decisão do momento.

=====

There are lines destined for reencounter.

What is unwritten,
is the decision of the moment.

in Livro dos Pensares e das Tormentas, 153, 5 de Julho de 1998

2015

Fireworks

Mais um ano termina. Um ano repleto de sensações. De tristeza e de alegria, de fracassos e de sucessos, de continuidade e de mudança, de surpresas e de insistências. E, sobretudo. de metas alcançadas e outras por atingir.
Enfim, um ano pleno de dias vividos – e sentidos – intensamente.

Para mim, só um ano assim é que permite aprendizagem, pois nada se conhece sem se experimentar a diferença.
Neste ano, acima de tudo, reforcei uma velha convicção:
Continuo a preferir dizer o que penso e não o que os outros querem ouvir!

Relembro-vos que aceito e respeito os outros como eles são e não como eu gostaria que eles fossem. Como tal, aos meus amigos nada peço. Apenas espero que me retribuam este tipo de postura.

Pessoalmente, espero que 2015, me permita continuar a usar as minhas capacidades em prol da minha comunidade, pois também é minha convicção que trabalhar para o conjunto possibilita a progressão individual. Por isso, desejo que desta consciência advenha mais humildade. Só desta forma poderei evoluir como pessoa e cidadão.

Desejo a todos uma excelente saída do ano velho e uma melhor entrada no Ano Novo.
Muita saúde, amor, paixão, sexo, poesia, exercício físico, trabalho, dinheiro, etc., seja o que for que faça a preferência de cada um de vós, são os meus votos para 2015.

Bom Ano Novo!

Boas Festas / Happy Holidays 2014

VFS_6697 Natal 2014

 

Wishing that the Creator’s Light shine over you,

and your family,

keeping all safe.

Merry Christmas and Happy New Year!
.

Hope / A esperança suaviza as lágrimas!

Georgia

Sei que não farás amor comigo,
mas deixa-me ter esperança

para suavizar as minhas lágrimas!

.

I know that you won’t make love with me,
but let me have hope

to smooth my tears!

 

às vezes, a única intenção é a curiosidade

How much I need the sun

.

às vezes, a única intenção é a curiosidade.

de vislumbrar o sonho
ou de levantar o véu da esperança

e sentir os cumes do corpo,
ou as curvas do mundo,
que fazem o pulsar do desejo.

às vezes, a única intenção é a curiosidade.

qualquer coração tenta
e se entrega curioso

!

Em dia de aniversário

sequoia-1 https://www.flickr.com/photos/51652977@N00/3855301362/in/faves-25631517@N08/

!

os dias que se sucederam são ténues poeiras,
que fazem o desenrolar do continuum.

todo o pirilampo é breve na antecipação da aurora.

sente-se o estremecer do tempo cósmico.
renascimentos acontecem no silêncio dos sorrisos.

hoje, em mim, houve futuro.

e, fiz-me, tempo,
antigo,

em comunhão quântica.

 

days that succeeded are pale dust,
doing the course of the continuum.

all firefly is brief at dawn’s anticipation.

one feels the shiver of cosmic time.
renaissances occur in the silence of smiles.

Today, in me, there was future.

and I became, time,
ancient,

in quantum communion.

!

 

(e)Namorados


Deep Forest Studies #4, originally uploaded by -: Al Bell :-.

.

.

!

raizes acontecem com fervor
no florir das buganvílias em saudade,
janelas abertas ao canto desejado.

e sente-se o manto lavanda do amor
que nutre as árvores do coração.

In Memoriam


VFS_0507b, originally uploaded by vfsphotos.

.

aos olhos do Criador,
nada sou.

aos olhos de meu semelhante,
mais não sou.

são os filhos que nos fazem eternidade.
mas a existência é efémera.

o coração chora.
porém, nunca esquecerá.

*

Hoje fui acordado com a notícia duma morte. Um Pai comunica a morte do seu Filho.
Dediquei um dos meus livros à minha filha Ana, que considero ter sido o meu primeiro passo na eternidade. Já dei dois. É o meu maior receio: perder um filho.
Não consigo imaginar o que o meu amigo e colega Abílio estará a sentir. Espero apenas que o Criador lhe conceda serenidade.
O poema infra não é novo, mas foi adaptado para a memória dum filho que partiu.

Para o Abílio!

Recordação

Quantas vezes nisto falamos?
Quantas vezes o expressamos?
Quantas vezes o receamos?

Se tivesse que morrer por ti,
de bom grado o faria.
Porque em ti e por ti,
a minha luz jamais se extinguiria.

Mas assim alguém não quis!
E foste tu, não eu, quem partiu.

E eu? Eu sou aquele que vive no alento
do reencontro,
alimentado pela tua recordação.

Sou aquele que no silêncio fala contigo,
aquele que receia que todas as palavras que diz,
que todas as palavras que contigo divido,
não cheguem para expressar os sentimentos que me inspiras.

Sou aquele que tenta,
em vão,
retribuir tal avalanche de sensações.

Sou aquele que ainda te deseja.
Aquele que deseja que os seus medos se transformem
em ondas que te aconcheguem,
refrescando-te nas noites quentes do Verão,
protegendo-te nos dias de tempestade do Inverno.

Sou aquele que não se satisfaz com tais desejos.
Porque nem a possibilidade de essas ondas te presentearem
com um constante renovar de quadros,
pintados por estrelas na tela da noite, seria suficiente.

Sou aquele que canta o desencanto
porque nada me encanta sem o teu encanto,
sem o teu ser,
sem o teu viver.

Sou aquele que não é jardineiro
mas que cuida do teu canteiro,
de todos os teus canteiros.
Porque tu és o meu jardim,
és todos os meus jardins.

Sou aquele que suplica ao sol
por mais um momento de luar,
para nele rever o teu rosto,
para nele te recordar.

Sou aquele que aguarda o aguardar
porque aguardar reencontrar-te é o que me resta fazer.
Aguardar, esperando.
Aguardar, olhando o mar
e desejando o além abraçar.

Sou aquele que ainda é teu.
Aquele que já era teu quando não eras meu!
Aquele que foi teu quando foste meu!
Aquele que continua teu, porque ainda és meu!

Sou aquele que não desiste.
Aquele que aqui, a custo, persiste.
Porque dói a tua lembrança.
Por nela depositar a esperança.

Sou aquele que tem de continuar
sem pensar em morrer.
Aquele que aqui continua a viver
para a tua recordação honrar.

E também sou aquele que para ti voltará.
Aquele que contigo ficará,
por todo o espaço do tempo
e por todo o tempo do espaço.

in 30 Mensagens de Amor e Uma Recordação

Eusébio da Silva Ferreira


Eusébio da Silva Ferreira, originally uploaded by vfsphotos.
Direitos de autor da foto pertencem a: http://revistafutebolista.blogspot.pt

.

No verde de linhas brancas,
brilhaste!

Foste força,
humildade,
arte e feitiçaria.

Mesmo contra as circunstâncias,
sempre acreditaste.
E quando não conseguiste,
choraste!

Pantera Negra,
negro o teu coração nunca foi.

Foi e é puro!

Eusébio,
Já não és só teu
– como cedo descobriste –
És nosso!
[E também és meu!]

Obrigado.

escrito a 25 de Janeiro de 1992 in Odes & Homenagens

Boas Festas / Happy Holidays


VFS_6728capa, originally uploaded by vfsphotos.

.

Desejando que a Luz do Criador vos ilumine,
Bom Natal e Feliz Ano Novo!

Wishing the Creator’s Light shine over you,
Merry Christmas and Happy New Year!

Apenas um vislumbrar!


Nude Beauty, originally uploaded by Katherine Chivers.

.

apenas um vislumbrar.

e as lágrimas são um novo universo
na ternura do teu corpo.

soluços acontecem
na tristeza da recordação,
que pede nova entrega.

quero honrar o teu templo.
como lábios abertos em retribuição.

entre nós, nada acabou.
há fogo a consumir
e tempo para sucumbir.

queres?

Fervor


Compulsion, originally uploaded by Jose F. Sosa.

.

extraterrestres podiam aterrar neste ermo que poucos notariam.
exceptuando os que procuram a mudança e a integração da espécie.

a mensagem do salvador está gasta.

mas a produção de tónicos cresceu
e o destino parece algo partilhado,
habilmente multiplicador do horizonte.

o centro do universo já não é o homem, mas o umbigo!
aqui floresce a mais pujante religião,
castradora e impiedosa com os descrentes.
quando menos acreditas, os profetas tocam a campainha
revelando os viajantes e prometendo o caminho para o cosmos.

todavia, a meta é o consumo de ilusões
que assumem o significado do insignificante.

e não se autorizam tresmalhados!

.

Ser(es)


Untitled, originally uploaded by hoodkitty.

.

Tens ideia do desejo que sempre provocaste?

Rendi-me às tuas ondas imediatamente.
Mas, o tempo passou.
Contudo, jamais te esqueci
ou deixei de te desejar.

Ainda hoje ouço o teu mar.

Aceita-me.
Em ti. Dentro de ti!

Agradecimento

A todos os que estiveram no Serão da Bonjóia, dedicado à minha escrita.

Soltam-se as amarras das vozes.
Notas expressam-se. Distintas!
E a tempestade abraça as marés.

Abrem-se as janelas de outrora.
Respondem ao choro de Mozart.

As lágrimas contidas são as que mais sofrem.
Contudo, velam o silêncio.

São os olhos que saciam o coração
ou é a redenção do beijo que o faz?

Aquele que se rende também é divino,
vertendo-se ardor e compasso,
unindo os pulsares da sala.

Os braços são pequenos.
Mas o meu coração cresceu!

Dobrei a esquina – em dia de aniversário


VFS_6809b&w, originally uploaded by vfsphotos.

.

Dobrei a esquina.
Apesar de consciente da etapa, uma inconsciência serena fez-me durante o dia,
onde o tempo não decorreu. Sentiu-se!
E os afetos perfumaram as horas, criando uma poderosa espiral de carinho.

Dobrei a esquina.
A falsidade foi-se, deixando a sombra da recordação.
Não há que questionar. A diferença é fundamental ao esclarecimento.

Dobrei a esquina,
grato pelo desconhecimento do futuro.
Se sei o que é o amor?
Não!
O Amor não se sabe.
Presente-se, sente-se ou vive-se.
Só assim o fragmento é elo do todo e qualquer rasgar dá lágrimas.

E as lágrimas são o néctar do presente,
intemporal.

Dobrei a esquina.
E encontrei-te!

Sabores


Shadow Body, originally uploaded by Jayfer24.
.

talvez devesse estranhar o estranho acontecer da dinâmica no contorno dos pensamentos. talvez? mas, na essência, apenas se está a manifestar a fluência da estrutura da mente, pois é da sua natureza sustentar a perspectiva hermética do universo. porém, simultaneamente, noutras pausas, fluem os espasmos sensoriais do corpo, num estranho alfabeto que se afirma singular e que nos entranha no sentimento do sentir. são outras forças que se revelam e que aquecem o ânimo da carne para o tempo do futuro. talvez a formatação seja dual. talvez? contudo, este fluir de fluxos distintos, esta fluência comunicativa ininterrupta é a ligação que nos identifica com as vibrações do diapasão cósmico, a ponte que nos faz pó da terra e pó de estrelas e que alimenta o horizonte da esperança.
será estranho estranhar que o ser humano possa ser uma pedra de roseta? talvez. contudo, se assim o for, ainda não foi totalmente decifrada. logo, antes de tudo, somos curvas que derivam em expressão.

in Livro dos Pensares e das Tormentas, 155, 7 de Julho de 1998

Vozes d’outros (34)

“Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só Inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.”

Maria do Rosário Pedreira

Escrevo

escrevo ampp

 

escrevo.
escrevo as linhas do silêncio.
mas os pulsos estão secos, ressequidos pelo desejo da pauta de outrora.
o amor caiu e só o corpo é confissão aberta, em relativa existência,
almejando o ardor da sombra que consome os resquícios da memória.

terrena?
terrena é a realidade dos braços, a fronteira que previne a tentação do preto,
repensando o vestir do hábito.
já terna é a orla das faúlhas, o percurso da chama na pele,
rastilho das ilusões.

escrevo.
escrevo o reconhecimento da melodia, os poros que rasgam as notas.
mas as bocas são horas infecundas de limites que vergam a ausência da esperança.
já ninguém semeia ou colhe as brisas vespertinas.

e eu escrevo.
escrevo o trilho do pó, as cinzas dos lábios.

in Antologia da Moderna Poética Portuguesa (página 281)

E Eu Sonho!


LOVE IS….., originally uploaded by jade2k.

 

nem sendo rasgada a impossibilidade esmaece.
apesar da ilusão da condição humana,
sonhar é um imperativo.

e eu sonho!
sonho porque já vivi,
já senti,
já beijei um sonho.

não importam as esquinas
nem as montanhas do céu.
jamais serás uma brisa
jamais serás esquecimento.

quanto a mim?
entrego-me às vagas do poente.
sim, do poente!
para retornar às raizes do tempo,
para obter a clemência do coração.

haverá, porém, caminhos sem obstáculos?
ou algo que ninguém observa?
existe um quarto sem janelas onde impera a tentação da fantasia.
mas não desejo universos contidos.
aceito a liberdade da existência.

repito. sonhar é um imperativo!

é assim que no sentir da esperança
ouso uma frágil prece

e persisto no Teu sonho.

 

in √81 = IX ?

Cumes


VFS_4794b&w, originally uploaded by vfsphotos.

armo os olhos contra o destino,

consciente do impacto da transferência e da impotência do meu horizonte,
mero epígrafe pré-histórico,
que ousa o fragmento da lembrança.
as marés movem-se para oriente,
velando pelo ardor dos sentidos, silenciosos,
que se sonham ressuscitação.

porém, murchar é a condição da expressão.

ainda acontece o auge matinal?

Boas Festas / Happy Holidays 2012

VFS_0208

Que a Luz do Criador seja sempre uma constante!

May the Creator´s Light always be constant!

 

FELIZ 2013!

dádiva(s)

Red Dawn, originally uploaded by -yury-.
 

sei que o sabes,
mas necessito expressá-lo.

é ao amanhecer,
que o meu corpo mais chora por ti!

Arestas

Véu da Noiva, originally uploaded by Waldyr Neto.
.

enquanto os pilares da vigilia libertam as amarras do véu
precipita-se a morte em leito rosa
sinalizando os naufragos do amor recusado,
remetido para o confinar interior que alimenta as chamas densas da noite

esporos transfiguram-se agulhas metálicas
aquecendo as migalhas da ilusão como um veludo jamais sentido,
mas perversamente possuído nos artificios mentais do desejo.

na mente executa-se a raiz da agressividade
que as côdeas secas da tentação vestem como vitamina da cútis descamada
e no coração opta-se pela decisão.

eis a exposição visual do âmago
– comunhão parcialmente partilhada –
nos vestidos que desnudam os seios:
é na parte invisível das auréolas
que se fixam os máximos do olhar moribundo.

arestas impossíveis de laminar?
efectivamente acontecem!

in Dias nocturnos

Dia de Aniversário


Prairie Winds…, originally uploaded by The Nature of Things.

 

nada de espelhos. nada!

não renego reflexos.
até colecciono fragmentos.

mas prefiro as cúpulas celestes
ou as asas do profano humano
que chora o sonho.

porquê?
porque ouso,
apesar das marcas das passagens,
persistir no caminho do in-finito.

ao longe,
incólume,
o tempo assiste ao fluir do vento.

e, mais uma vez, o ritual é comungado.

obrigado…

Brevidade / Briefness

open arms, originally uploaded by xgray.

 

a metodologia profana é o desvendar dos dedos.
frágil meio que versa a comunhão do Ser
sem perceber que a coexistência
é um labirinto de vaidades rendilhadas,
albergando breves compassos
plenos de momentos individualizados.

vozes são erigidas diariamente para a subsistência das duas esculturas,
mas é semanalmente que se contraem os voos.

planicies são ilusão.
não há cornucópias na dobra do horizonte.
e, no regaço do declive, os estios serão sempre sazonais.

=====

the profane methodology is the unveiling of fingers.
frail medium about the fellowship of being
unaware that coexistence is a maze of laced vanities,
harboring brief compasses
filled with individual moments.

daily voices are raised to the livelihoods of the two sculptures,
but it’s weekly that flights are constricted.

plains are illusions.
there’re no cornucopias on the horizon bends.
and, in the slope’s lap, summers will always be seasonal.

Vozes d’outros (33)

“I YEARS had been from home,
And now, before the door,
I dared not open, lest a face
I never saw before

Stare vacant into mine
And ask my business there.
My business,—just a life I left,
Was such still dwelling there?

I fumbled at my nerve,
I scanned the windows near;
The silence like an ocean rolled,
And broke against my ear.

I laughed a wooden laugh
That I could fear a door,
Who danger and the dead had faced,
But never quaked before.

I fitted to the latch
My hand, with trembling care,
Lest back the awful door should spring,
And leave me standing there.

I moved my fingers off
As cautiously as glass,
And held my ears, and like a thief
Fled gasping from the house.”

Emily Dickinson (1830–86)

Dia da Mãe ( Mother’s Day)


VFS_2473, originally uploaded by vfsphotos.

Para todas as Mães,
passadas, presentes e futuras,
que nos fizeram nascer.

O Fruto do Amor é entre Vós.
Obrigado!

=====

For all Mothers,
past, present and future,
that gave us existence.

The Fruit of Love is within You.
Thank you!

 

Futuro(s)

VFS_1686, originally uploaded by vfsphotos.
 

no embalo das águas
renovam-se as memórias do tempo,
passado,
na contemplação
que se funde presente.

haja o sonho. haja!

e o futuro realizar-se-á.

Boa Páscoa / Happy Easter

DSC_1667, originally uploaded by vfsphotos.

que esta Páscoa concretize a passagem para uma atitude melhor.

e que as palavras sejam o primeiro passo para essa redenção viva, aquela que ilumina o espírito humano e que significa a renovação dos elos que nos unem em comunidade
e que nos fazem florescer no MultiVerso!

===

may this Easter materializes the passage to a better attitude.

and may the words be the first step to that living redemption, the one that illuminates the human spirit and meaning the renewal of the ties that bind us together as a community,
thus allowing us flourish in the multiverse!

Não mais

VFS_2117, originally uploaded by vfsphotos.

 

Se estivesses ao meu lado,
abraçar-te-ia.
Encostar-me-ia a ti,
para escutar o teu coração.

E,
nas praias desertas,
as ondas não mais seriam orfãs.

 

in Sentir

espelho


VIC_2104, originally uploaded by vfsphotos.

 

nasci velho.
toda a vida recordei.

ainda o faço.

mas jamais tive a ilusão do chão ser imóvel!

 

Vozes d’outros (32)

Há Palavras que Nos Beijam

“Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.”

Alexandre O’Neill (1924-1986)

Ómega

The Temple of Poseidon, originally uploaded by photogon.

 

 

penso no princípio.
na chave em voz. no quarto que origina a vontade.
penso no principio porque não sei se o escrevi.
tantas são as certezas como as loucuras.
e rio no quarto. sozinho. no embalo do eco
onde se desfralda a língua do silêncio.

mas há vozes audíveis!
rompidas pelos desertos em concepção
na alegoria do quarto já percorrido,
quase preenchido em vazio,
que por um acaso – triste, alguns dirão –
é ocupado pelo choro dum bebé recém-nascido,
no desfragmento do desejo.

talvez o tempo seja sustido por um suspiro. talvez?
no entanto, propago-me.
e acontecem incógnitas sensoriais nas equações espaciais,
vibrações que moldam deltas em fluxo ritmado,
numa sinfonia de sossegos compassados.

ah! trapezistas audazes.
que se abraçam no etéreo, solto,
na vigilância da harpa indomável.
também quero um desfragmento inteiro.
também quero voar num espaço sem rede.
talvez assim consiga recriar o instante.
ou sair pelo caminho mais curto.

mas as paredes continuam caladas
e a linguagem não exprime o sentir.
como queria retornar ao local do encontro!
mas o quarto não é um talvez,
nem esconde deliberadamente a fechadura.
sem escrita não há memória.
sem voz, que haverá?

e eu penso no princípio.
penso no princípio porque desejo o futuro!

 

in Diálogos, Epístolas Inertes

Perguntas

Silouette, originally uploaded by Bruehl, Holly.

 

 

Olhava para ti
rendido,
quando após um suspiro,
sentido,
perguntaste:
Que queres de mim?

Explorar – Respondi.
Quero explorar
a tua presença,
a tua amizade,
as tuas palavras,
o teu sorriso…
Quero o universo do teu ser,
conhecer.

Para assim,
com uma pequena parte de mim,
o preencher.

 

in 30 Poemas de Amor e Um de Recordação
Especial Dia dos Namorados

MirageM


Paper Wind, originally uploaded by joniidx.

 

todo o vento é desfraldado em papel.
como uma mácula que se destina ao início.

instantes de sonho,
em cujo gérmen ocorre a doçura da ilusão,
no desejo pela coincidência da preguiça.

não há necessidade de renascer.
quando muito, devemos continuar a permanecer
no veludo tecido pelas ondas.

mas somos animais mutantes de alma presa,
subjugados pelo peso da incoerência:
cremos ser o que não somos
e almejamos o panteão das divindades.

 

Night wishes / Desejos nocturnos


Night @ SeaSide, originally uploaded by ristozz.

 

night wishes that torment me
do not make hopeful days.

wishes! nevertheless.
wishes for recognition,
… for freedom and daring voice.

as in me sound is constant,
cradle of clouds, needed thunder
for the claim of my human condition.

but, coming from time, the horizon question
when thou shalt be whole?
when thou shalt be uno?

if you want to know the difference
dark days are mandatory.
no switch can be touched
only a journey must be fullfilled

and I finally realize:
I am my fate’s creator.
only I can be change.

==========

desejos nocturnos que me atormentam
não fazem dias esperançosos.

desejos, no entanto!
desejos de reconhecimento,
… de liberdade e voz audaz

porque me mim o som é constante,
berço das nuvens, trovão necessário,
para a afirmação da condição humana.

vinda do tempo,
a voz do horizonte pergunta:
quando serás inteiro?
quando serás uno?

se queres conhecer a diferença
dias escuros são obrigatórios.
nenhum atalho pode haver.
apenas a viagem deve ser preenchida!

e finalmente compreendo:
crio o meu destino
só eu posso ser mudança.

 

in Substance(S)

depois da pátria


Greece Naxos Apollon Temple, originally uploaded by j0rune.

 

depois da pátria é o futuro porque pátria foi o que concedemos
a terceiros que nos representam, esquecendo-se donde vieram.
mas até o futuro pode ser questionado
se os comportamentos não mudam.

e os rostos continuarão a perder a face da vergonha,
livremente, em plena vontade,
felizes pela ascensão às migalhas do domínio.

como se não houvesse subjugados,
reina a ilusão da permanência.
todos somos serventes,
ó companheiros do infortúnio.

é necessário abater os pedestais
para que o espanto não padeça mudo!

(13 de Maio de 2011)

Feliz Ano Novo/Happy New Year!

 

A raiz da mudança está em nós!
Assim, desejo que os vossos sonhos se concretizem.
Feliz 2012.

The root of change is within us!
Thus, I wish that your dreams come true.
Happy 2012.

 

Feliz Natal / Merry Christmas

 

Que a luz do Criador ilumine o nosso caminho!

May the Creator’s light illuminate our path!

 

Vozes d’outros (31)

Aprender com as palavras a substância mais nocturna

 

“Aprender com as palavras a substância mais nocturna
é o mesmo que povoar o deserto
com a própria substância do deserto
Há que voltar atrás e viver a sombra
enquanto a palavra não existe
ou enquanto ela é um poço ou um coágulo do tempo
ou um cântaro voltado para a própria sede
talvez então no opaco encontremos a vértebra inicial
para que possamos coincidir com um gesto do universo
e ser a culminação da densidade
Só assim as palavras serão o fruto da sombra
e já não do espelho ou de torres de fumo
e como antenas de fogo nas gretas do olvido
serão inicialmente matéria fiel à matéria.”

 

António Ramos Rosa in O livro da ignorância

Poetas

 

os poetas são dragões azuis que
enchem as auroras dos sonhos,

estrelas que tombam em repouso,

Fénix que renascem em mãos despojadas
na entrega ao amor das guardiãs,

em desejo do futuro.

 

Suicidam-se as aves?


DSC_2528, originally uploaded by vfsphotos.

 

suicidam-se as aves?

ou procuram a navegação no passado?

algumas entregam-se ao despojo das cinzas,
num mitológico retrato do futuro,
que eleva o exemplo ao inalcançável.

mas, suicidam-se as aves?

 

porque não voamos?

Quis


Aurora Boreal – NASA, originally uploaded by flaviocarmo.

 

ser asas em noite azul
ou beijo desprendido ao acaso

e não mais esquecer.

 

Fluência


Big Bang Fractal, originally uploaded by James Willmott.

 

o grito é um quadro mudo, uma boca acesa ao espanto
entregue à agudeza do declive esmagador,
onde brotam as palas orais do deserto.
quando acontece o convívio do silêncio extenua-se
a linha do monólogo pensante, num multiplicar inomeável
que reforça os membros do tempo.

o espectro não é linear nem obedece aos sons do destino.

desenrola-se.
como um desvelo de prazer egoísta,
omnipresente e justo.

assim se atinge o óbvio.
sem possibilidade de arbítrio,
mas na possibilidade do abraço
aos humores da rotação.

o trilho é uma ruptura vadia.
nada sangra. apenas cessa o verbo!

in Sons Urbanos

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