Arbítrio


DSCF0530, originally uploaded by EMEFOTO.

 

registos sulcam as águas!

admira-me a torpeza da essência
ou a calma das manhãs de nevoeiro.

quantas transformações são feitas no momento?
faces partidas, reflexos refeitos.
os estilhaços são as suturas do dia!
e a melhor imagem é tecnológica.

mas, e a origem do sentimento?
será profundo ou virtual?

já não há caos natural.
o homem desvirtua a evolução!

na impaciência do que vem,
reforça-se o triste vaticínio dos tempos.

nada se dispensa. opta-se.
há muito que existir não é grátis.

e até os submarinos deixarão Marte.

in Interlúdios da Certeza

10 responses

  1. “o homem desvirtua a evolução!”

    Ao homem pós-moderno, parece-me, o significado de evolução está contido na ciência tecnológica. Esqueceu-se, com o advento acelerado da modernidade, da verdadeira evolução: a interior. A única capaz de elevar a alma, e enobrecer o coração. Há, acredito, uma intensa e constante troca de valores.

    E quem enxerga essa questão, aparentemente inexistente, entra em total desordem. Isto está visivel nos seus versos: um desconcerto total! Sim, com ‘c’ de desarmonia.

    Belo poema.

    Outubro 28, 2008 às 02:44

  2. Júlia Ribeiro

    Existir não é , de facto, grátis. E o preço a pagar é altíssimo.
    Gostei do seu poema.
    Abraço,
    Júlia

    Outubro 29, 2008 às 02:17

  3. O caos é algo que se deve evitar sempre , seja sobre que forma .
    Beijito.

    Outubro 29, 2008 às 12:15

  4. Um poema reflexivo, indagador do sentido da vida e do mundo ….
    » há muito que a vida não é grátis »
    Um prazer , uma dupla ou tripla leitura para que se entenda e sinta melhor ; lemos sempre com a nossa bagagem àrdua colhida ao longo dos anos , mas nem sempre nos auxilia quando devia fazê-lo….

    Cordialmente____________ JRMARTO

    Outubro 29, 2008 às 16:04

  5. riahnnon

    um vaticínio

    uma surpresa
    num
    ser poema

    .
    um beijo

    Outubro 29, 2008 às 16:14

  6. A vida não é grátis

    mas só para quem trabalha

    Outubro 30, 2008 às 00:59

  7. Um bom poema. Para pensar. Para nos interrogarmos. Tal como faz o poeta.
    Um abraço.

    Outubro 30, 2008 às 16:45

  8. Muito interessante este seu blog. Estou “linkando-o” ao meu.
    Sou amigo da Graça Pires.
    Um abraço,
    Chico (Assis de Mello)

    Outubro 31, 2008 às 14:39

  9. “há muito que existir não é grátis.”

    Eis uma verdade insofismável

    Belíssimo.

    Mónica

    Dezembro 4, 2010 às 23:03

  10. Pingback: O Bosão do João | do Inatingível e outros Cosmos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s