Eusébio da Silva Ferreira


Eusébio da Silva Ferreira, originally uploaded by vfsphotos.
Direitos de autor da foto pertencem a: http://revistafutebolista.blogspot.pt

.

No verde de linhas brancas,
brilhaste!

Foste força,
humildade,
arte e feitiçaria.

Mesmo contra as circunstâncias,
sempre acreditaste.
E quando não conseguiste,
choraste!

Pantera Negra,
negro o teu coração nunca foi.

Foi e é puro!

Eusébio,
Já não és só teu
– como cedo descobriste –
És nosso!
[E também és meu!]

Obrigado.

escrito a 25 de Janeiro de 1992 in Odes & Homenagens

6 responses

  1. Pingback: in memoriam | TriploV Blog

  2. O Colonialismo Português

    Hoje, durante todo o dia, ouvi e vi uma infinidade de Declarações de todo o tipo de Cidadãos , Portugueses e de multiplas Nacionalidades, reconhecendo ao Cidadão Eusébio S. Ferreira as suas qualidades, enquanto Jogador de Futebol e de Homem simples e solidário com muitas qualidades exemplares e, a Portugal, manifestações de solidariedade pela perda de um” cidadão Português” tão ilustre e digno que sempre projetou a imagem do seu País

    Tem sido tão efusiva e sentida essa manifestação a Portugal, pela perdida de um Compatriota tão ilustre e reconhecido que, num Estádio de FootBal em Inglaterra, 80 000 pessoas aplaudiram a “Sua” memória, sob o signo da Bandeira Portuguesa , içada a meia haste compartilhando o Luto Nacional decretado em Portugal,

    Dificilmente outro Português consiga um “Luto” tão sentido a Nível Mundial, que não devemos relacionar com a mesma sensibilidade manifestada, semanas atraz ,para com Mandela, porque Eusébio tem méritos próprios que justificam e explicam estas manifestações, de que Portugal acaba por ser o destinatário “Vivo” já que, infelizmente, Eusébio não as sentirá

    Foi, enquanto ia sentindo a intensidade e até a sinceridade destes depoimentos e manifestações ao longo do dia, que me foi aparecendo no pensamento e na memória,o que dizem hoje, dos seus compatriotas Portugueses e da sua expansão Maritima no Seculo XV, uns tantos outros Portugueses, normalmente de uma auto proclamada “Esquerda” que se classifica de intlectual, com capacidade de julgar tudo e todos, incluindo a própria História, pelo facto de termos estado 500 anos em Africa!

    Que Colonialismo e que opressão generalizada foi esta que depois de 40 anos de termos deixado os Territórios Africanos entregues a si próprios, ainda nos aparecem hoje, na Televisão Cidadãos Africanos, perdidos em aldeias no meio do mato africano, a distância incomensuráveis de grandes Cidades , exibindo com alegria e entusiuasmo a Camisola actual do Sport Lisboa e Benfica e celebrando o nome e o luto de Eusébio, como os Portugueses de todo o País e millhares que estão dispersos pela Geografia do Mundo?

    Que Colonialismo foi este tão opressor que faz com que um Cidadão, nascido em Moçambique, porque se noitabilizou na prática de uma atividade desportiva 50 anos atraz tenha, no País que o acolheu, a notoriedade e o tratamento igual de herói Nacional ,
    justificando assim as maiores honras fúnebres e, até, a imortalidade do Panteão Nacional para onde irá, mais dia menos dia?

    Que País ou Povo Europeu tem História comparável com os Portugueses, que seja capaz de aceitar e de viver momentos como estes, de Grandeza Humana entre Povos que se Fundem e que, para além das circunstancias Historicas que os mantiveram unidos, superam essas mesmas circunstancias e compartem ideais, valores e desígnios, materializados muitas vezes em coisas tão simples como as de se manterem adeptos do Benfica ou do F. C. do Porto ou de continuarem a gostar e a preferir o Azeite Galo ou as Coservas de Peixe de Ramirez?

    É esta dimensão Humana, integradora e Socialmente aberta, que torna a Civilização e a presença no Mundo, ainda hoje, dos Cidadãos Portugueses

    Eusébio é também hoje um motivo de Orgulho para Portugal e se não o sabiamos , hoje issi ficou claro.

    Foi o Mundo que hoje nos disse desde Inglaterra, desde o Brasil desde todos os pontos e instituições da Europa e do Mundo

    É o Eusébio Português que todo o Mundo saúda e reconhece como , mais que um jogador de FootBal, como um Homem digno do afeto da Comunidade Internacional

    É assim que os Portuguese estão e estiveram no Mundo, salvaguardando alguns que cometeram abusos e excessos de que também os Nacionais/Europeus fomos vítimas ao longo dois Séculos , inclusivamente quando os Europeus do Norte nos vinham saquear as nossas povoações costeiras, ou nos impunham o Mapa Cor de Rosa, para saquearem e semearem o Apartheide

    É por tudo isso que sinto Revolta quando ouço Portuguese desvalorizarem o seu País, afirmando que “somos um País periférico ou que ” não somos nada sem a Europa!”

    Com “intlectuais frustrados, ideológicamente desorientados e oportunistas que vivem do erário publico, metem-se nas Universidades a Professores, porque aí “mandam” sem oposição, com este tipo de Gente o País de facto está á deriva.

    Este deveria ser um Momento de reencontro com algum Patriotismo a Amor próprio para que, coletivamente, sejamos capazes de encontrar novos horizontes para o nosso Destino Coletivo e afirmarmos a diversidade das nossas Potencialidades como Povo e como País, exigindo o respeito devido aos Paises com quem estamos integrados

    Vieira da Cunha

    PS Desculpe-me este desabafo Vicente, mas quero desabafar.
    Se não estiver de acordo poide retirar da sua página

    Janeiro 6, 2014 às 00:37

  3. Reblogged this on jantoniovieiradacunha.

    Janeiro 6, 2014 às 00:47

  4. José Guimarães

    Uma boa análise. Será mais correcto dizermos que Eusébio é de todos os portugueses ou que Eusébio é de todos os que se sentem portugueses? A “Portugalidade” não se esgota na enorme Diáspora portuguesa espalhada pelo mundo nem na Lusofonia. Há laços mais profundos, que assim se tornaram porque foram cultivados e trabalhados durante séculos. Dentro de uma realidade que nos nossos dias não é concebível (o colonialismo, nos moldes clássicos) os portugueses estabeleceram moldes de interacção entre povos e culturas com muito pouco em comum e que por alguma razão (mas não por coincidência) nenhum outro povo europeu conseguiu ou desejou emular. É nessas nuances que se encontra aquilo que nos faz únicos, e que devemos voltar a cultivar e transmitir.
    Há dois anos, estava numa tertúlia com uma colega do Mestrado de Relações Internacionais, proveniente do México, e a dada altura estávamos a debater o colonialismo desde as diferentes perspectivas do povo colonizador e colonizado que as nossas origens nos ofereciam. A dada altura eu estou a tentar sugerir que o colonialismo português e o espanhol tiveram contornos diferentes (com a devida contenção, sob pena de poder parecer que que eu era a favor da prática colonial) e a dado momento ela interrompe-me e diz-me “Mas o vosso colonialismo FOI diferente…Nós mexicanos (imagino que os sul-americanos em geral) estudamos isso na escola”.
    Para reflectirmos…sempre com espírito crítico.

    Janeiro 6, 2014 às 11:47

  5. Alfredo Silva

    Li, e uma lágrima apareceu. Dizes meu amigo o que sinto relativo ao meu País.
    Quanto a Eusébio é merecido tudo o que de bom se possa dizer.

    Janeiro 6, 2014 às 13:18

  6. Maria Antónia Anacleto

    Negro o teu coração nunca foi.Foi e é puro. Obrigada, Vicente. Sinto-me emocionada pela humildade deste nosso Eusébio…que não é só nosso é também meu. Obrigada.

    Janeiro 6, 2014 às 22:04

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