Posts tagged “espelhos

Sabores


Shadow Body, originally uploaded by Jayfer24.
.

talvez devesse estranhar o estranho acontecer da dinâmica no contorno dos pensamentos. talvez? mas, na essência, apenas se está a manifestar a fluência da estrutura da mente, pois é da sua natureza sustentar a perspectiva hermética do universo. porém, simultaneamente, noutras pausas, fluem os espasmos sensoriais do corpo, num estranho alfabeto que se afirma singular e que nos entranha no sentimento do sentir. são outras forças que se revelam e que aquecem o ânimo da carne para o tempo do futuro. talvez a formatação seja dual. talvez? contudo, este fluir de fluxos distintos, esta fluência comunicativa ininterrupta é a ligação que nos identifica com as vibrações do diapasão cósmico, a ponte que nos faz pó da terra e pó de estrelas e que alimenta o horizonte da esperança.
será estranho estranhar que o ser humano possa ser uma pedra de roseta? talvez. contudo, se assim o for, ainda não foi totalmente decifrada. logo, antes de tudo, somos curvas que derivam em expressão.

in Livro dos Pensares e das Tormentas, 155, 7 de Julho de 1998

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espelho


VIC_2104, originally uploaded by vfsphotos.

 

nasci velho.
toda a vida recordei.

ainda o faço.

mas jamais tive a ilusão do chão ser imóvel!

 


depois da pátria


Greece Naxos Apollon Temple, originally uploaded by j0rune.

 

depois da pátria é o futuro porque pátria foi o que concedemos
a terceiros que nos representam, esquecendo-se donde vieram.
mas até o futuro pode ser questionado
se os comportamentos não mudam.

e os rostos continuarão a perder a face da vergonha,
livremente, em plena vontade,
felizes pela ascensão às migalhas do domínio.

como se não houvesse subjugados,
reina a ilusão da permanência.
todos somos serventes,
ó companheiros do infortúnio.

é necessário abater os pedestais
para que o espanto não padeça mudo!

(13 de Maio de 2011)


Reflexos

 

espelhos de água,
almas antigas.

veios tubulares suspensos
aguardam o ascender das lágrimas tombadas.
sonhos que regressam ao céu,
pelos cachos em profundo azul.

retornam os cruzamentos passados
como coroas em silêncio resplendoroso,
ou rubis incrustados em imagens
na escultura que procura o coração.

mãos despojadas sucumbem!
ao ardor da visão desejada,
lamentando o desnudar do esquecimento.
e o sangue é origem.
é o sangue que dá vida!

no mármore arrefecido,
em todos os instantes da criação,
ainda brilha a auréola primordial.
faces renovam-se.
hipóteses multiplicam-se
só a espécie permanece indiferente!

água em espelhos,
almas perdidas.

 

in Diálogos, Epistolas Inertes


Atitude

. 
Mirror Image, originally uploaded by siskokid 

 

“… Raramente sabemos do que somos capazes até nos depararmos com as situações …”
VIRGÍLIO, poeta latino (70-19 a. C.)

Na altura de enfrentar a situação
oxalá me seja permitido ver,
uma cabeça erguida
na face lisa do espelho
                                             reflectida.

E que a postura vista
não seja ao orgulho devida.

 

in Espelhos e Outras Faces

 


… e Outras Faces


unfolding the rose, originally uploaded by hkvam.

 

Sou como Sou!

 

Os outros,
                           são como são.

 

E nunca como eu gostaria que fossem.

 

in Espelhos e Outras Faces


Espelhos …

 

Ditas,
sentidas
ou escritas,

                  as palavras reflectem o homem.

 

in Espelhos e Outras Faces


Máscaras

the gloaming

the gloaming by Ileana Cozanziana

 

ah! o imenso da possibilidade.

quantas rotas em tormentas?
quantas máscaras desejadas?

sucumbes à pressão dos momentos.

nada se transfigura nos espelhos,
e todos os dias és
mais do que a soma das tuas partes.

às vezes, os mares da realidade assim obrigam.

é nessas águas que também somos humanos.

 

in Interlúdios da Certeza

 

 


Fracturas

 

Cortes imperceptíveis
proclamam avisos sonoros,
éditos de constância inócua:

tudo deve ser igual
porque a mudança é irreal.

e joga-se o germe na saliva
quando a campainha vibra.

estranho destino futuro,
a genética manipulada.

ainda somos primatas?
ou simples reflexo descondicionado?

 

in Da Natureza e Afins


Perfeição

 

 

A perfeição?

Todos a querem!
Todos a desejam!
Todos a almejam!
Todos a cobiçam!

Para alcançar,
vencer,
ultrapassar.

Sem algum motivo
ou qualquer outra razão
Ganhar, é esse o objectivo.
Para tal,
mentem,
espezinham,
roubam,
matam.

Nunca irão aprender a lição.
Pois não lhes é perceptível
que ser Criador e Criação
não é possível!

A perfeição é a prerrogativa de Deus.
A imperfeição é o cativeiro do homem.

 

in Deuses, Homens e o Universo

 


Cadências


Under a Pink Sky, originally uploaded by idashum (away).

 

o crepúsculo liberta as almas selvagens
como se o leito das amazonas sobrevivesse sem magnólias leves
ou se a recordação das lavadeiras da aldeia branca
dependesse dos sonhos das mulheres modernas.

o som dos lenços desdobrados faz as crinas densas do entardecer.
nesse manto despontam estrelas novas,
abertas ao momento do firmamento.

o céu que se eleva no horizonte
é o berço das águas sagradas em desfolhar.
e os dias são amplos membros em origem
que abrem os véus do tempo ao sangue das valquírias.

com as faces protegidas em armaduras,
as almas alimentam os estandartes escarlates
que afogam a expressão dos rostos.
e ninguém percebe as lágrimas da saudade,
fonte dos verões estivais e dos buracos negros
onde se projectam os símbolos do futuro.

o mutismo dos sinais propicia enredos em discórdia.
genuinamente, faz-se o sangramento das palavras
dificultando os sons das velhas alianças.
as bocas estão secas ao reconhecimento
quando o clamor dos corpos abafa os moderados.

eis que a logística do confronto torna as palavras incompletas
desunindo o amor pela natureza oposta,
sufocando os lábios dos sorrisos no ardor ao cumprimento entre iguais.

letras são fragmentos, parcelas das conversas
que outrora preencheram o convívio nas lajes da aldeia.
agora, outras deusas vigoram!
ufano, o sacerdote preenche o púlpito em júbilo:
– preparai as engrenagens das mecanizações hostis.

o culto da flebotomia inflamou os espíritos à loucura
e a exaustão da cegueira foi integral,
alastrando às investidas gretas na terra,
derramando o pulsar interior no vão da desumanidade.

assim adveio a época do rio de púrpura,
pleno de linfa viscosa,
onde naus são carruagens e as margens coral petrificado:
jaz aí a tolerância e a harmonia do paraíso.

mas o totem da energia primordial tem raízes no tempo.

ciente dos espasmos destrutivos,
o sábio plantou palavras em terra tenra,
num ângulo obliquamente pronunciado,
para que as magnólias surgissem num leque de lágrimas rejuvenescidas.

o tempo decorre na companhia da acção humana.

a redenção é uma semente escondida numa flor de música.
tal como é ténue a cadência da aragem,
a harmonia é uma brisa esquecida.

que permanece no raiar do jardim da esperança!


Encantamento


clouder, originally uploaded by Ash ..

 

a existência não é garante de dignidade quando o semelhante estremece.
mesmo em dias soalheiros há atitudes levianas.
olhos negam o viver da vida ou a comunhão em sociedade.
e no lar o tempo da paciência é escasso.
a distancia entre os elos aprofunda-se e os filhos chamam nas sombras.
o metal rege!
é conscientemente que se multiplicam as trintas.

perguntas o que é a poesia perante isto?

talvez seja um canto lúgubre?
ou um calendário para meditar o passado?

o todo perfaz o caminho do ser.
mas só nos revemos nos tempos áureos, onde fomos pujança gratuita.
até as lágrimas serão desperdiçadas.
é por isso que os lenços acompanham o futuro.
é por isso que a angústia é a grilheta dos que ficam.

como o tempo se sucede, nenhum espelho é uma superfície plana.
no entanto, existe um sereno aguardar:
a transfiguração do selo do presente

só aí o jogo lúdico da vida estará concluído.
e não haverá revelação. apenas alegria.


Convicção

 
 the healing of soul mind body., originally uploaded by shaman..

 

De todas as constantes do universo,
aquela que mais me agrada
é a evolução.

E, de todas as formas possíveis
para a sua aplicação,
a mais bonita
é o conhecimento.

O conhecimento não é estático.

É um processo.
É renovação.

Pode, às vezes, estar incerto,
mas nem isso faz com que não seja inovação.

Sou um convicto socrático!

Afirmo-o de todo o coração.
É isso que faz de mim um ser decidido.
E, simultaneamente,
um espírito permanentemente
                                                           em evolução.

É inegável!
Todo e qualquer aumento
de conhecimento
é uma dádiva de valor incomensurável.

 

in Espelhos e outras Faces


Paranóia


The Real Deal!, originally uploaded by ming mong.

 

a potência da impossibilidade faz-se sentir.
e na cabeça cria-se um ramo de constelações
que difundem a loucura ao limiar da imaginação,
eriçando as mandíbulas que usam os filamentos do calçado
como se um bordado em lãs de mármore não fosse um luxo.

pelo caminho iluminam-se os traços da memoria
que combatem furiosamente as metástases da escuridão,
na ofuscante balística dos dedos projectados.
mas a autonomia é curta e a cura é uma demência pontuada
por um utensílio cónico descompassado.

nem a lógica clarifica o delito da ausência de poros
capazes de captar a linha voltaica adscrita ao arrebatar do som.
também nos cilindros impera o mutismo da ferida ressacada.

é então que surge a dúvida: é dia de teste?

todo o universo craniano se revolve, arremessado,
ao sabor dos espasmos dos neurónios surpreendidos:
ah, a fabula animal é uma elegância!
e o instinto é subjugado pela emoção aromática das feramonas,
iludindo o contacto intra-espécie da excitação.

desprezar a capacidade química não é aconselhável.
qualquer estereotipo revelar-se-á inadequado.
no momento da rebelião, só a água acalmará as sinapses
revigorando os influxos que fazem as pontes das margens rachadas.

pode até ser que as membranas se desconectem de propósito.
porém, sentidos que se enclaustrem abrem novas portas
onde a propagação perdura enleio espontaneamente desencadeado,
nos contornos dos estímulos paliativos.

os dedos já o haviam experimentado.
só agora o nervo preguiçoso reage, socorrendo-se da velocidade do pensamento.
mas a combustão degrada a personalidade alimentado a cinza do cérebro.
eis porque a massa cinzenta é um organismo semi-vivo
– gerador de cosmogonias alternativas que decoram o ser conceptual –
que involuntariamente propicia a perdição.

a impotência da possibilidade não é ilusão!
a dúvida entrincheirou-se. todas as tentativas serão frágeis.

excepto para as vastidões inexploradas da paranóia.


en_CRUZ_ilhadas

Crossroad

.

a obliquidade do olhar apaga-se.

no i_manifestado dos cruzamentos
os celeiros são amarelos!

e no acontecer
do deserto branco de coral,
trocam-se flores nos tabuleiros xadrezes.

só as torres de ébano tocam o Céu!

 .

in Interlúdios da Certeza


Abundância

Sunset on Easter Island, originally uploaded by Leeuwtje.
 

toupeiras metálicas em trilhos despertos.
amarelos! como salamandras ao sol.
ou esculturas perenes,
ausentes da perspectiva visionária,
num sono eléctrico de nuvens estáticas.
onde se formam arquitecturas obliquas.

pendentes brilhantes fazem a época.
mas fractais? só para lá do horizonte,
das cordilheiras, dos ventos.
perguntas se existem imagens nas transparências?
apenas em todos os espelhos negros.

nas névoas constantes,
os mortos remexem a terra!
no sal da terra,
suores escavam rugas!

e solta-se o dragão flamejante dos sonhos.

há quem ouse,
e é verdadeiramente ousado, possuí-los.
os terceiros!
não os próprios. esses não são utopia!

procuram quereres magnéticos para a infância.
como árvores mudas de folhas em chamas.
se fossem azuis eram minhas!

em campos de flutuação frágil,
o grito é matriz solta.
vulnerabilidade perfeita, logo defeituosa!
mas as aparências regem o mundo. e as mães sofrem
enquanto os bastardos que decidem riem.
como se não fosse preciso pão.

condição da humanidade? as dúvidas!
em reminiscência. quais votos em branco.
e vencem qualquer concurso de variedades!
tu sabes. foste premiado.

não há comida grátis!
mas toda a abundância é publicitada.

 

in Diálogos em Epistolas Inertes


Desnudez

The Shell, originally uploaded by G a r r y.

 

no embalo da voz interior,
a desnudez das palavras.

no dardejar do manto verde,
brisas azuis em lágrimas.

a luz em sombra submerge o moldar do abraço recíproco.
nesse poente,
nuvens de cardos ruborizados e papoilas púrpuras
soltam as flechas douradas do amor.

sim!
no embalo da voz interior,
a desnudez das palavras.

onde o toque aprofunda o sentir,
fazendo-nos na indelével cor do tempo.

tudo o que se vive é sempre o momento.

em entrega,
ao mar em sentimento!


Abismo(s)

não há calor.
e partículas orgânicas descem da profundidade.

bactérias bio-luminescentes
fazem as manchas na extremidades dos membros.
só a escuridão as revela.
num chamar que é sobreviver
em competição feroz.
mas o instinto honra a existência.

na densidade taciturna,
todo o engodo é precioso.
nada pode parar.
necrófagos imóveis serão restos pútridos.

ocasionalmente,
surge uma abundância inesperada.
até que a ossada seja nua.
tudo se transforma … em energia.

o tempo fará o esperado onde a neve marinha
alimenta os ténues rastos nos sedimentos pressionados.

neste limiar gélido
desenvolvem-se diferentes entidades.
minerais dissolvidos emergem das fissuras antigas
que ligam ao interior incandescente da terra.
para que a vida prospere,
as águas sobreaquecidas são fonte.

mas a opulência propicia o ócio e o desdém pelo essencial.
e dádivas são desperdiçadas levianamente.

nos antípodas,
há momentos tristes nos olhares do dia.

faces inexpressivas desenvolvem-se humanas,
apoiadas na paleta da maquilhagem,
animando as almas voluntárias que rondam os jardins.

nos cruzamentos maquinais dos seres,
a ausência aumenta o fosso do contacto
exaurindo a chama da comunidade na filáucia individual.

aqui há calor.
não há é valor, por existir.

in Diálogos, Epístolas Inertes


Lágrimas

 

chove

no corpo
em passagem

o sonho
para o futuro.

 

(inspirado em Suave Coisa)


Razão de Ser

 

As palavras aparecem
por si e em si.

Inatas!
Desprendidas!
Intactas!

Por elas, sei
o que a minha alma quer,
o que a minha alma me diz.

Sou!
Sim, eu sou.

Nas palavras!

 

in Espelhos e Outras Faces


Look at … within

Look at the immense
                                            gap ahead.

Am I lost in the divine?

Belonging to this void
or dreaming in another place?

Look at the fractures
                                            of time.

There’s no continuum.
Where have gone the eras and all past life’s?

Look at the consequence
                                                 of being,
                                                 earthly essence.

Did you found your awareness?

Look at …
               … the reverse mirror within.

Are you real emptiness?

 

in Substance(S)


Regressões


VIOLIN, originally uploaded by Callocephalon Photography.

 

ecos bamboleiam no horizonte.

murmúrios,
as breves vibrações em crescendo
que avançam do que foi
e procuram o que sou.

espirais de lava descaem aos céus,
flutuando em ondas de escuridão.

e nos sussurros vislumbrados,
por todo o espaço
e interlúdios do acontecido,
curva a melancolia do templo.

toda a fecundidade passou,
bafejando bálsamos suspensos.

e nas cornucópias ressequidas
ou nas grutas de cirros relampejantes
qualquer brado é mudo.

só nas cordas
se lamentam os violinos
e os ilesos fragmentos da solidão.

estremeço!
o meu corpo é muralha.

tardia confissão.
suspiro no profundo

e na vã cupidez de tentar evoluir!

 

in Da Natureza e Afins


Gratidão

Pensar é um dom.
Fazer pensar,
                            uma dádiva!

 

in Espelhos e Outras Faces


Arbítrio


DSCF0530, originally uploaded by EMEFOTO.

 

registos sulcam as águas!

admira-me a torpeza da essência
ou a calma das manhãs de nevoeiro.

quantas transformações são feitas no momento?
faces partidas, reflexos refeitos.
os estilhaços são as suturas do dia!
e a melhor imagem é tecnológica.

mas, e a origem do sentimento?
será profundo ou virtual?

já não há caos natural.
o homem desvirtua a evolução!

na impaciência do que vem,
reforça-se o triste vaticínio dos tempos.

nada se dispensa. opta-se.
há muito que existir não é grátis.

e até os submarinos deixarão Marte.

in Interlúdios da Certeza


A Verdade

“Nesta hora limpa da verdade é preciso dizer a verdade toda …”
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Nome das Coisas

 

[Mas quem conhece a verdade toda
dúvida que toda a verdade o seja.

A mentira da verdade
ou a verdade da mentira?]

A verdade esconde-se
no segredo dos segredos.
Oculta.
Inacessível.
Perdida.
Ou propositadamente escondida!

in Espelhos e outras Faces


Gostava

Gostava de permanecer
na inocência
                          da ignorância.

Gostava de conservar,
intacta,
                 a beleza da infância.

De não crescer!

Para me manter,
puro e livre,
solto da natureza
pleno na obra do Criador.

Gostava que a viagem
regressasse à origem.

Para me perder
no seio de seu favor.

in Espelhos e outras Faces


Exemplo

homem. normal. banal.

existo aqui,
no mundo da fragilidade.
onde um herói é desfeito
e um vilão satisfeito.

vivo neste meio.
e, nesta realidade,
confesso que o meu maior receio
é ser um exemplo.

não importa para quem!
não desejo dar a ninguém
semelhante fatalidade.

nenhum templo
quero ser.
a pedestal
algum intento ascender.

o bem – pouco – tenho feito.

sou homem!
como tal,
não sou perfeito.

mas se – para alguém – exemplo for,
espero causar pouca dor.

in Espelhos e Outras Faces


Palavras

Dizem
que uma imagem
vale mil palavras.

Mas
as palavras são eternas
e a imagens
efémeras.

As imagens,
aumentam o imaginável.
E as palavras?
Apenas
sustentam o perdurável.

Sem elas,
como se poderia
explicar as imagens?

in Espelhos e outras Faces


Poema

Poetry for Poverty

http://www.flickr.com/photos/jermaister/493228555/

 

Da união
entre a tinta e o papel,
nascem os traços.

Desunidos ao início,
são pelos sentimentos do coração
entrelaçados.

Unidos,
revelam o ser
e sustentam o crer.

Na união entre a tinta e o papel,
o poema é vida
na mais incerta certeza de ser conseguida.

 

in Espelhos e outras Faces

 

Out of the union
between ink and paper,
traces are born.

Divided at first,
they’re by the feelings of the heart
intertwined.

United,
they reveal the being
and sustain the belief.

Out from the union between ink and paper,
the poem is life,
within the most uncertain certainty attained.

 

in Mirrors and other Faces


Junho

Return to Stonehenge, originally uploaded by * Garron Nicholls *.

Junho é de origem!

Ao norte,
as datas do solstício
fazem de câncer o regente.

O Zodíaco confirma.
Mas,
em Stonehenge,
os druidas desapareceram.

Junho permanece.
Passagem!

in Geografia e Outras Circunstâncias