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Pensamentos


Shower of stars…, originally uploaded by smile-ik.

 

Aqui escrevo
e os pensamentos liberto.

Em vão!
No papel branco
não resistem.

Persistem,
nesta imensidão,
frágeis e difusos.

Sem nenhum rumo,
orientam-se.
Sem qualquer prumo,
sustentam-se.

Subsistem,
porque originados na mente.
Transpostos,
permanecem incorpóreos
no rasto das utopias.

Tudo é incerto.
E eles são,
no vazio,
fátuos.

No entanto,
transmitem
uma sensação de beleza.
Ágeis,
mistificam-nos!
Confusos,
identificam-nos!

Assim …

Traços!
Soltos!
Na mais plena incerteza.

 

in Espelhos e outras Faces


Membranas

Membrane

metamorfoses inconstantes evoluem nas (r)evoluções
das maçãs. pobre Newton! no caminho do ínfimo, a
mecânica produziu incerteza. nenhuma esfera de vidro
resistiu! só há inércia nos estilhaços de rubis translúcidos.

o retorno apenas é possível pela alquimia dos sentidos,
pela busca do elo dos multi-Versos interiores. quais
cascatas verdes? sustenta-te nas terras das águas azuis.
não te esqueças que as estrelas são corpetes de jóias lilases.

animal político? por isso não existe lei sem paixão! já
tentaste Estagira? fazes bem! de qualquer maneira não
é inteiramente redutor. pensa na alternativa, a Cidade
do Sol, e reparte-te no espírito da entidade cósmica.

qual a velocidade para se viajar entre galáxias? simples.
terá que ser geometricamente proporcional à distancia a
percorrer. no entanto, nada se afasta. é o espaço que se
expande! e aí chegarás ao pensamento do coração branco.

vês agora porque sigo golfinhos às quintas e as nebulosas
laranjas pela manhã? são a chave para a vibração pulsante
nos perfumes dos oceanos astrais. ou física em poeiras! no
acelerador de probabilidades internas dum orbe carecido.

que hei-de fazer? gosto de gatos siameses! principalmente,
em buracos de par nove. são mais resistentes. e meigos.

mas nunca abandonarei o imaginário vivo dos teus verbos.

 

in Interlúdios da Certeza


O infinito precisa de dois

Infinite Moment

Infinite Moment, originally uploaded by Accretion Point

 

no ondular da brisa
moldam-se as curvas das dunas.

frescuras diárias.
breves afagos.
verbos soltos.

e assim escorre o relógio da vida.

o infinito precisa de dois.

 

in √81 = IX ?


Renascimento – 13º Jogo das palavras


Deep blue, originally uploaded by futhark.

 

tudo o que desejamos é COMUNGAR no IMENSO,

sentir o vento AVASSALADOR do querer,
impedir que alguma vez a alma seja AMORTECIDA.

ah! mas o suceder é um caminho imperioso.

na vida há sempre um FAROL ERODIDO,
um DISTANCIAMENTO do sonho,
uma TEMPESTADE de incertezas.

todavia, o horizonte deve ser alcançado.

entrega-te ao MAR e ao CÉU!
sê na FUSÃO do AZUL,

e serás no campo de estrelas cadentes do Ser.

 


Parque Samburu, Quénia

Samburu, Quénia 2001, originally uploaded by vfswa.

 

Num misto dourado, púrpura e lilás,
as estepes são!
E as savanas,
nuas e cruas,
são os portões da natureza.
Onde o alcance permitido,
vastíssimo,
preenche o universo dum coração desprevenido
pela súbita comunhão com a própria vida,
no regresso ao berço da existência.

Num misto dourado, púrpura e lilás,
as cores e os odores
inflamam a paixão do querer
e a vontade de ser uno,
na origem do tempo e da criação.

Num misto dourado, púrpura e lilás,
despercebidos,
os horizontes entrelaçam-se.

E neles somos submergidos,
num misto dourado, púrpura e lilás.

 

in Geografia e outras Circunstâncias

 


Repouso

Pleiaden, Plaiades M45, originally uploaded by ocupado.

 

Lá,
onde os Deuses vivem,
não entrarei.

Nem desejo ver tal morada!

O meu lar terá outra entrada.

Nasci homem.
Morrerei pó.

 

in Deuses, Homens e o Universo


Buraco Negro

 

Atacador do universo,
a tua presença não
é vista mas sentida.

Apenas no abraço
estendido, permites
alguma luz. E nem
esta te escapa.

És temido e brutal,
mas sem ti não éramos
ou somos.

Sustentas,
o sigma nas orlas.

Comprimes. E nós,
cumprimo-nos.

 

in Da Natureza e Afins


Palavras-Lágrima

blue light, originally uploaded by -sel.

no momento da criação sou desigualdade.
breve caos em crescendo,
nascido das raízes do tempo.
e pelos sulcos da terra,
solto cristalinos em verbo.

há códigos que se sucedem
automaticamente espontâneos.
como se a ilusão não o fosse!

mas em mim também é o livre arbítrio.

e pelas palavras aro,
as abóbadas azuis da noite
libertando as eras do desejo.

são puras as estrelas.
mas a distância?
é um passo no coração.

ou gotas de luz branca,
palavras-lágrima.

in Diálogos, Epístolas Inertes


(des) Ordem


Tree of Wisdom, originally uploaded by SESeskiz Art Studio.

 

observo no caos uma ordem irrepetível
que nenhuma tentativa consegue reproduzir.
aí reside o elemento criador,
que se recria numa contínua (r)evolução.
porque o que foi, foi-se
e o que é, somente o é enquanto for.

apenas o imutável é obscuro.

a luz acompanha o tempo
alimentando o renovar dos sorrisos das crianças que crescem.

realizam-se os enigmas previstos
sem qualquer manipulação.
só assim se percorre o trilho ancestral,
só assim se farão as respostas,
apesar das ilusões nas paredes humanas.

eis que se manifesta, continuamente, o antigo.
num diálogo interplanetário,
num renascimento que faz a força da essência na entidade universal.

e o saber encarna,

                                          em alguns de nós.

 

in Anima Temporis


Somos poesia

 

outrora foi contemplado
o momento para o qual fomos criados.

exultando,
correntes cósmicas reúnem-se
para o semear de cometas dourados.

tempos conjugam-se na linha em amor
e o azul amplia o horizonte,
onde safiras transparentes compõem as lágrimas das estrelas.

as constantes partiram em paz
e todos os corpos celestes rejubilam em silencio.

na pirâmide mística da evolução
o altar, decorado com pérolas flamejantes,
aguarda o consagrar dos votos.

Beijo em teu coração.
A noite virá mais serena.

Beijo em teu imenso ser.
O sol trará outro dia.

somos poesia dos deuses,
verbo da Luz.

 

 

(jamais seremos sós!)


Renascer

 

o tempo,
sensorial e não só,
é uma dádiva porque provém do Ser e de ser existência.

talvez tudo derive da fonte hermética e todos os dias o universo se pense.
talvez a consciência (des)fragmentada na fluidez do movimento
aconteça no piscar dos sonhos,

onde somos água em evolução!


Utopia em Luz


Cold Green Peak, originally uploaded by fear of light.

 

barragens de luz irrompem das membranas da terra,
anunciando a pálpebra do dia.
e a penumbra desce à limpidez do leito lunar,
no dardejar do passado escondido.

atendendo às brisas dos jardins inocentes,
as pedras são poros que ascendem serenos.
mas há pedidos irrecusáveis!
tão poderosos como o ar que se respira.
e na transição,
aguarda um vento agridoce que alisa o eclodir das carótidas,
suavizando o dispersar da seiva existencial
e amainando o pulsar que vibra nos espelhos.

é nesta ligação que se formam os arquipélagos de nuvens,
a última camada doce que anuncia a orla da densa imensidão.

ocres, verdes, azuis e negras,
as camadas são membranas em si.
um ciclo elegante,
onde se rompe a noite e se rasga a luz,
na enunciação do tempo imemorial.

e acontecem músculos cansados.
exauridos pelo drenar da brandura íntima
na cedência do veio de energia aos lábios do desejo.

só assim se liberta o grito púrpura do horizonte
e se arejam as convulsões encerradas nos quartos antigos.
é então que as labaredas insuflam o crescente
e o abraço magnético devolve a gravidade às pedras
enquanto as crepitações ressoam no eco das arenas vazias.

a oclusão dos caminhos emerge na linha da raiz
formando a força da áscua terrena,
renegando a inexistência causal dos elementos,
libertando as sementes em chama ao abraço da criação.

terra, ar, fogo e água!
mantos puros que dão vida,
vestes de luz que envolvem o atravessar do destino.
mas só nas ondas de menta fresca se elevam os portais.

no mar,
vive a alma feminina.
a água é a sua expressão.

o desejo é uma orla onde se colhem os sonhos!

o meu é ser na face dourada onde se renovam túnicas de aljôfar,
pela lágrima nos tempos, utopia em luz.


(R)Evoluções


UNIVERSO EM REVOLUÇÃO, originally uploaded by Robson Valichieri.
 

um manto profundo envolve o pulsar
que anima o centro nu da essência.

talvez a tremura seja um arquejar da mudança
que tece a malha quântica?
mas os olhos das estrelas é génese das pérolas azuis.

nós?
universos em silêncio,
somos o fundir dos corpos astrais

na contemplação do esquecimento.


Luz ?


Idéias isoladas, originally uploaded by dpadua.

 

A faísca aprisionada
brilha na lâmpada da ilusão perene.
Resignada,
existe ao sabor do interceptor
numa amplitude cristalizada.

O artificial fê-la,
o fortuito suporta-a.

Queima a carne e alimenta o espírito.
Não o seu. Mas, talvez também.

Monopólios?
Só partículas e estilhaços.

Nunca em liberdade.


Passagem

abrigado pelos cumes gémeos,
o templo de energia aguarda o despontar do tempo.
e no espaço vazio dorme o dragão escarlate.

continua a desenrolar-se o fio prateado do destino.
até ao momento de recordar o que outrora fomos.

mas chegada do Ser fará com que rosas azuis brilhem na noite,
e escolhas serão pedidas.
não existe aprendizagem sem perguntas!

houve criação.
haverá destruição!

para a recriação da génese,
que acompanhará a ordem cósmica.

(e seremos parte na consciência universal
gotas, na Água da Luz!)


Encruzilhada(s)

Minotauros persistem nas sombras
independentemente das escolhas
e dos desvios nos trilhos.
O novelo de lã não é suficiente
para as hesitações, em vida.
Intrínsecas!
Que Cronos observa.

De nada valem as súplicas.

O silêncio da resposta é ensurdecedor.
Assoma as dúvidas e devolve-nos
à evasão da partida. 
Mas a linha já foi consumida.
Pelo castigo do enliço!

De nada valem as súplicas. Por
isso as entoamos.

Somos labirinto movediço.

 

in Da Natureza e Afins


Fragmentos


Earth Wind and Fire, originally uploaded by Philippe Sainte-Laudy.

 

tens utopias. imagens a desbravar.
procuras o ser da obra
mas esquinas acontecem.
estranhamente,
as quimeras permanecem fantasias
e todo o nada que te preenche são ondas que se revolvem.

és actor!
pasmas perante a miríade do divino.
no celebrar da dádiva,
todos os elementos recriam as cores da emoção
completando o místico do sagrado,
o primordial sopro da vida
da luz regente das manifestações do inteiro.
e o que é, transfigura-se no que for.

Céus de fogo, Terras rubras, Ventos azuis.
no diadema das águas desnudas.

e só aqui, cativados,
os universos pulsam como no inicio.
regressando ao abraço redentor das Mães
onde o choro purificado se renova.

fulminado pelas fendas das lágrimas
entregas-te ao sentir do ânimo.
afagas os contornos da beleza.
só depois poderás insufla-la com vida.

parcialmente libertas o cerne da tua condição.
alguns dos teus feitos serão mímicas abnegadas.

somente assim também serás no amor à criação
ou no perpetuar da eternidade.

 

in Diálogos, Epístolas Inertes


Janus

As faces vigiam.
Tudo vêem.
Nada é desconhecido.

O conselho é proibido!
Só o acesso ao labirinto é permitido.
E o caminho?
Apenas por quem escolhe é percorrido.

Não há avisos!
Há portas que abrem,
vias que terminam
e destinos que começam.

As faces vigiam.
Tudo vêem.

Suspiram!
Depois do rumo ser conhecido.

 

in Deuses, Homens e o Universo


Regressões


VIOLIN, originally uploaded by Callocephalon Photography.

 

ecos bamboleiam no horizonte.

murmúrios,
as breves vibrações em crescendo
que avançam do que foi
e procuram o que sou.

espirais de lava descaem aos céus,
flutuando em ondas de escuridão.

e nos sussurros vislumbrados,
por todo o espaço
e interlúdios do acontecido,
curva a melancolia do templo.

toda a fecundidade passou,
bafejando bálsamos suspensos.

e nas cornucópias ressequidas
ou nas grutas de cirros relampejantes
qualquer brado é mudo.

só nas cordas
se lamentam os violinos
e os ilesos fragmentos da solidão.

estremeço!
o meu corpo é muralha.

tardia confissão.
suspiro no profundo

e na vã cupidez de tentar evoluir!

 

in Da Natureza e Afins


Vibração

Deep Space, originally uploaded by John Griffiths.

 

Tudo que vive, vibra!
Tudo tem uma assinatura.
Nada é indistinguível.

Tudo emite frequência
num ritmo individual.
Tudo tem comprimento de onda
na totalidade universal.
Nada é indecifrável!

O universo não está só!
É um entre outros.
Dimensão
                        entre dimensões.
Par,
           entre gigantes
                                         e anões.

Tudo está interligado.
Tudo tem trânsito e ligação.
Nada é separável!

Há portais e passagens.
A vibração é a fechadura.

A chave? Intensidade.

O resto? Pura possibilidade.

 

in Deuses, Homens e o Universo


… Nada Ser

DSCF1087

 

Nada sou!
E contudo, sou.

Sou, porque tu és,
porque fazes com que seja.

Vamos dar asas ao desejo.
Explorar o lugar onde o tempo pára
ou atravessar a pálida névoa
no cosmos das águas tranquilas,
onde reside o verbo,
onde o espírito se aquece
e a alma se refresca.

Vamos dar asas ao desejo.
Mergulhar no impulso do inúmero
ou calcorrear as cascatas do céu
no infindo das terras sagradas,
onde tudo é harmonia,
onde se vê o incomensurável
e se sente o improvável.

Sim, vamos dar asas ao desejo!
Deixar que ele nos leve à génese do ser
e ser qualquer nudez na fluidez do nada.

Se nada sou
e mesmo assim sou,
deixa-me Nada permanecer
e contigo apenas Ser.

in Interlúdios da Certeza


Repto

Milky Way, originally uploaded by Philippe Sainte-Laudy.

 

Se eu pudesse,
pela divina Estrada de Santiago caminhar.
Ou,
por outro lado voltar,
pela Via Láctea ficar,
e,
ao sabor dos ventos solares
surfar,
por entre as ondas do sol
velejar.

 

Se eu pudesse
lágrimas num universo
soltar,
por elas,
um milhão de estrelas cadentes libertar
e,
talvez – quem sabe – o coração desse ser
conquistar.

 

Se eu pudesse
sob a aurora boreal
dançar.
Ou,
no seio de uma nebulosa mergulhar,
e
no meu coração tal
instante segurar.

 

Se
eu pudesse
explorar,
até onde DEUS me quisesse
ou,
Ele me deixasse
chegar.

 

Mas,
mesmo que eu pudesse
tudo isto alcançar
nada,
mas mesmo nada, disto teria
amor.
E nunca, nunca, seria
criar
se,
por meu repto,
eu não te tivesse.

 

in 30 Mensagens de Amor e 1 Recordação

 


Anacreonte

[Pura genialidade!
Infelizmente incompleta.]

Não nos deixou um todo.
Apenas fragmentos.

– talvez influência de Eros –

Afinal,
o amor é um contínuo transitório.

in Deuses, Homens e o Universo


Fonte

as curvas descaídas no correr dos dias de outrora
expurgaram-se no imenso verde do cristalino divino.
sem o merecer, todo o meu templo renasceu.

Alguém assim o determinou!
e fui banhado no espírito redentor das Águas Vivas.


Confronto

Ao concedido
deixamos de ligar.

Não apenas ao ínfimo,
mas conjuntamente ao todo.

E o corpo manifesta-se atroz.

Apercebemo-nos
das convulsões em redor.
A magnitude é
                                indisfarçável.
Mesmo assim,
permanecemos alheados.

Escolhas sem querer
para quem desdenha poder,
                                                        evoluir.

A obra criada
enfrenta a do Criador.
Não deseja união,
somente suplantar.

No aparente futuro,
emerge a regressão.


Paradoxo

“A fé move montanhas”.

Mas,
como é desprovida de razão,
também as arrasa.

 

in Deuses, Homens e o Universo


Âmago

 

Num sonho profundo desejo repousar,
se,
por ele,
puder chegar

ao mundo do mar.


Do Quotidiano

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.

Riachos derivam puros
elaborando a arquitectura de ser
cadência,
na fluência do imenso

Nos eixos perpendiculares das chuvas
permanece o devir
humano
e as possibilidades
frivolamente rasgadas.

É nas nuvens que acalma o diálogo
verde azul de existir
e o nexo dos sonhos áureos
nos grãos intemporais.

Ocas utopias de intemperança!
Ruge o condão prateado do regresso
na melancolia cantada
pelo que não foi expirado.

E o caminho das luzes
remanesce
a constante a seguir
na abundância do que foi …
… e há-de vir.

Águas do conhecimento.
Ilusões cartesianas.
Entropia em espasmo.
Dialécticas de esperança.

Milagres de subsistência quotidiana.

in Interlúdios da Certeza


Ismos

Capitalismo!
Comunismo!
Socialismo!
Fascismo!

Cristianismo!
Islamismo!
Judaísmo!
Budismo!

Idealismo!
Realismo!
Oportunismo!
Consumismo!

… Ismos!
E o homem?

in Deuses, Homens e o Universo


Prece à Lua

Ó Princesa dos Astros!
Ó Senhora das marés!

Nos teus domínios me aventurei
em teu manto prateado me banhei.
Enquanto caminhei, a tua face nova vi.
E, quando naveguei, a tua face cheia vi.

Agora que a casa regresso,
isto é o que te peço:
Que a tua luz seja crescente,
a tua sombra minguante.

Faz deste pedido um dos teus desígnios.

in Geografia e outras Circunstâncias


Imortalidade

Sabes?
Sou uma alma simples.
E tu?

Sabes?
A simplicidade é a base da imortalidade.
E o seu sustento,
pode muito bem ser a amizade.

Por isso,
entrelaçado contigo,
anseio
que essa simplicidade
apareça
e
que a imortalidade
aconteça.


Hélice Azul

Propeller, Ierapetra, originally uploaded by vfswa.

Em Ierapetra, Creta,
um veio de propulsão
e força,
jaz agora no chão.

Seca e desprovida
prossegue ainda,
e ainda bela,
no desterro da vida
de um exílio imerecido.

Retirada,
por um qualquer motivo
sem razão aparente em azul pintada,
decora a entrada da esquadra,
uma hélice,
                          amortecida.

Comovida,
pela minha entrega a tanta beleza,
permite-me um breve olhar
                                                          ao horizonte profundo
das rotas percorridas no mar dos Deuses,
                                                                               seu mundo.
 
Uma hélice azul,
jaz,
         amputada,
                                 no chão.

Moribunda!
                          Sem vida?

in Geografia e Outras Circunstâncias


Desafio

 

5  Leis universais.
Conseguem identificá-las?