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às vezes, a única intenção é a curiosidade

How much I need the sun

.

às vezes, a única intenção é a curiosidade.

de vislumbrar o sonho
ou de levantar o véu da esperança

e sentir os cumes do corpo,
ou as curvas do mundo,
que fazem o pulsar do desejo.

às vezes, a única intenção é a curiosidade.

qualquer coração tenta
e se entrega curioso

!

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Suicidam-se as aves?


DSC_2528, originally uploaded by vfsphotos.

 

suicidam-se as aves?

ou procuram a navegação no passado?

algumas entregam-se ao despojo das cinzas,
num mitológico retrato do futuro,
que eleva o exemplo ao inalcançável.

mas, suicidam-se as aves?

 

porque não voamos?


Fluência


Big Bang Fractal, originally uploaded by James Willmott.

 

o grito é um quadro mudo, uma boca acesa ao espanto
entregue à agudeza do declive esmagador,
onde brotam as palas orais do deserto.
quando acontece o convívio do silêncio extenua-se
a linha do monólogo pensante, num multiplicar inomeável
que reforça os membros do tempo.

o espectro não é linear nem obedece aos sons do destino.

desenrola-se.
como um desvelo de prazer egoísta,
omnipresente e justo.

assim se atinge o óbvio.
sem possibilidade de arbítrio,
mas na possibilidade do abraço
aos humores da rotação.

o trilho é uma ruptura vadia.
nada sangra. apenas cessa o verbo!

in Sons Urbanos


Reflexos

 

espelhos de água,
almas antigas.

veios tubulares suspensos
aguardam o ascender das lágrimas tombadas.
sonhos que regressam ao céu,
pelos cachos em profundo azul.

retornam os cruzamentos passados
como coroas em silêncio resplendoroso,
ou rubis incrustados em imagens
na escultura que procura o coração.

mãos despojadas sucumbem!
ao ardor da visão desejada,
lamentando o desnudar do esquecimento.
e o sangue é origem.
é o sangue que dá vida!

no mármore arrefecido,
em todos os instantes da criação,
ainda brilha a auréola primordial.
faces renovam-se.
hipóteses multiplicam-se
só a espécie permanece indiferente!

água em espelhos,
almas perdidas.

 

in Diálogos, Epistolas Inertes


Anomalias?

"Mutações Genéticas" pintura em acrílico de Luiz Morgadinho

 

queres pintar hereditariedade?

sabes que nenhum lado é individual no horizonte da aura?
sabes que a ilusão é uma cerca sensorial?

então,
liberta os dedos do pensamento
nas espirais onde florescem os troncos,
crava as garras nos cumes anões,
faz dos peixes invertebrados alados.

os jardins ascenderão aos nimbos pela mutação das guelras
e as bocas ectotérmicas nascerão nos quadrúpedes desterrados.

o sonho em fartura rende-se ao apelo dos sons em unissono
e no silêncio do vento, funde-se metamorfose.

queres pintar genética?

abre os olhos!

 

in Sons Urbanos


outro momento


the time machine., originally uploaded by shaman..

 

e se te disser que a terra é curva?
que o planeta é plano?

rasgarás os dias?
desfolharás o calendário?

só os números se sucedem sucedâneos,
entregues a uma contagem condicionada,
onde,
solto da gravidade,
se sente o fio da existência.

havendo medidas,
terá sempre que se desfraldar um recomeço.

nas espirais do tempo rege a ilusão das metas, mas nada deixa de fluir.

um passo termina,
outro momento acontece.

e festeja-se!


Membranas

Membrane

metamorfoses inconstantes evoluem nas (r)evoluções
das maçãs. pobre Newton! no caminho do ínfimo, a
mecânica produziu incerteza. nenhuma esfera de vidro
resistiu! só há inércia nos estilhaços de rubis translúcidos.

o retorno apenas é possível pela alquimia dos sentidos,
pela busca do elo dos multi-Versos interiores. quais
cascatas verdes? sustenta-te nas terras das águas azuis.
não te esqueças que as estrelas são corpetes de jóias lilases.

animal político? por isso não existe lei sem paixão! já
tentaste Estagira? fazes bem! de qualquer maneira não
é inteiramente redutor. pensa na alternativa, a Cidade
do Sol, e reparte-te no espírito da entidade cósmica.

qual a velocidade para se viajar entre galáxias? simples.
terá que ser geometricamente proporcional à distancia a
percorrer. no entanto, nada se afasta. é o espaço que se
expande! e aí chegarás ao pensamento do coração branco.

vês agora porque sigo golfinhos às quintas e as nebulosas
laranjas pela manhã? são a chave para a vibração pulsante
nos perfumes dos oceanos astrais. ou física em poeiras! no
acelerador de probabilidades internas dum orbe carecido.

que hei-de fazer? gosto de gatos siameses! principalmente,
em buracos de par nove. são mais resistentes. e meigos.

mas nunca abandonarei o imaginário vivo dos teus verbos.

 

in Interlúdios da Certeza


Repouso

Pleiaden, Plaiades M45, originally uploaded by ocupado.

 

Lá,
onde os Deuses vivem,
não entrarei.

Nem desejo ver tal morada!

O meu lar terá outra entrada.

Nasci homem.
Morrerei pó.

 

in Deuses, Homens e o Universo


(R)Evoluções


UNIVERSO EM REVOLUÇÃO, originally uploaded by Robson Valichieri.
 

um manto profundo envolve o pulsar
que anima o centro nu da essência.

talvez a tremura seja um arquejar da mudança
que tece a malha quântica?
mas os olhos das estrelas é génese das pérolas azuis.

nós?
universos em silêncio,
somos o fundir dos corpos astrais

na contemplação do esquecimento.


Luz ?


Idéias isoladas, originally uploaded by dpadua.

 

A faísca aprisionada
brilha na lâmpada da ilusão perene.
Resignada,
existe ao sabor do interceptor
numa amplitude cristalizada.

O artificial fê-la,
o fortuito suporta-a.

Queima a carne e alimenta o espírito.
Não o seu. Mas, talvez também.

Monopólios?
Só partículas e estilhaços.

Nunca em liberdade.


Elos


Uluru | Ayers Rock, originally uploaded by indian nomad.

 

haverá mistérios nas areias?

os sussurros nas dunas são ocres.
telhas suspensas no vazio,
acordes levados pelos menestréis.

ecoa!
o tiquetaque dos grãos.

mas vida?
sem entrega?

 

in Comentários na face da Noite


Breve Incerteza

DSC_1450

.

na multiplicidade da convergência
dispersa-se a espécie
e o futuro.

Sal da terra.
Pão do dia.

aprender a vida.
crescer!

E ser,
breve incerteza

ou reflexo em matéria cósmica.

.

in Interlúdios da Certeza


Vibração

Deep Space, originally uploaded by John Griffiths.

 

Tudo que vive, vibra!
Tudo tem uma assinatura.
Nada é indistinguível.

Tudo emite frequência
num ritmo individual.
Tudo tem comprimento de onda
na totalidade universal.
Nada é indecifrável!

O universo não está só!
É um entre outros.
Dimensão
                        entre dimensões.
Par,
           entre gigantes
                                         e anões.

Tudo está interligado.
Tudo tem trânsito e ligação.
Nada é separável!

Há portais e passagens.
A vibração é a fechadura.

A chave? Intensidade.

O resto? Pura possibilidade.

 

in Deuses, Homens e o Universo


Relatividade ?

faúlhas de água pulsam na tela da noite.
há o que por vezes não o é.

multi-Verso de possibilidades no nada

nas paredes de sombras,
ponteiros curvos medem o tempo
em relógios dobrados.

caminhos da evolução em caos!
não existe qualquer outra ordem.
só sentires que o são.

certezas que soçobram
                        fazem humildade.

eis porque se encurva o espaço!


Talvez …

aos olhos do Criador,
nada sou.

aos olhos de meu semelhante,
mais não sou.

a fonte sentida e pensada,
berço das águas e ondas de luz eterna,
procuro.

Talvez …

breve faúlha,
na imensidão do espaço do
                                                    tempo.

in Interlúdios da Certeza


Do Quotidiano

VFS_7404b&w
.

Riachos derivam puros
elaborando a arquitectura de ser
cadência,
na fluência do imenso

Nos eixos perpendiculares das chuvas
permanece o devir
humano
e as possibilidades
frivolamente rasgadas.

É nas nuvens que acalma o diálogo
verde azul de existir
e o nexo dos sonhos áureos
nos grãos intemporais.

Ocas utopias de intemperança!
Ruge o condão prateado do regresso
na melancolia cantada
pelo que não foi expirado.

E o caminho das luzes
remanesce
a constante a seguir
na abundância do que foi …
… e há-de vir.

Águas do conhecimento.
Ilusões cartesianas.
Entropia em espasmo.
Dialécticas de esperança.

Milagres de subsistência quotidiana.

in Interlúdios da Certeza