Posts tagged “água

Ser(es)


Untitled, originally uploaded by hoodkitty.

.

Tens ideia do desejo que sempre provocaste?

Rendi-me às tuas ondas imediatamente.
Mas, o tempo passou.
Contudo, jamais te esqueci
ou deixei de te desejar.

Ainda hoje ouço o teu mar.

Aceita-me.
Em ti. Dentro de ti!

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Futuro(s)

VFS_1686, originally uploaded by vfsphotos.
 

no embalo das águas
renovam-se as memórias do tempo,
passado,
na contemplação
que se funde presente.

haja o sonho. haja!

e o futuro realizar-se-á.


De Férias


Sao Pedro 1135, originally uploaded by vfswa.
 
 
Na harmonia do Multiverso!
 

Ternura Azul


Silver moon, originally uploaded by Spy to die 4.

 

depois do fragor do ruído
a memória da conquista é breve.

sobra a espuma nas conchas
em momento de nudez
                                                     luar.

ondas lisas em prata
no silêncio do mar.

nesse sonho repousa o búzio,
em teu nome,

murmúrio.


soubesse eu que eras ténue!

 

soubesse eu que eras ténue!
brisa dos cinco elementos.
formada no rompimento dos tecidos humanos
ou em desejos momentâneos.
já idos! em Março.

vislumbrei-te sem halo.
intacta!
como a lua despida ao Outono.
e aceitaste-me com um sorriso de estrelas.

foi no hausto do instante,
inebriado pela miríade dos sentires,
que me deixei,
despercebidamente, sucumbir.
o tempo foi-se, exausto.
e nem sequer, os teus lábios provei.

soubesse eu que eras ténue!
mas não soube.
e despojando-me das vestes artificiais,
fui pregar às areias do vento.

o voo das aves corria no fluir das lágrimas
ou na força vital que pulsa nas artérias,
e foi nas águas do deserto
que reencontrei a dupla hélice da vida.

a lembrança? deixou de estar corrompida.

falhei o teu breve partir.
mas sei-te ténue, sei-te minha.
no profundo das sequóias vermelhas.

  

in Diálogos, Epístolas Inertes


(des) Ordem


Tree of Wisdom, originally uploaded by SESeskiz Art Studio.

 

observo no caos uma ordem irrepetível
que nenhuma tentativa consegue reproduzir.
aí reside o elemento criador,
que se recria numa contínua (r)evolução.
porque o que foi, foi-se
e o que é, somente o é enquanto for.

apenas o imutável é obscuro.

a luz acompanha o tempo
alimentando o renovar dos sorrisos das crianças que crescem.

realizam-se os enigmas previstos
sem qualquer manipulação.
só assim se percorre o trilho ancestral,
só assim se farão as respostas,
apesar das ilusões nas paredes humanas.

eis que se manifesta, continuamente, o antigo.
num diálogo interplanetário,
num renascimento que faz a força da essência na entidade universal.

e o saber encarna,

                                          em alguns de nós.

 

in Anima Temporis


2010

Feliz Ano Novo!

 

(em Tolerância, Amor, Harmonia, Luz e Paz!)


Aguarela

 

dei asas ao manto denso da noite.

para que o silêncio caísse nos braços da luz
e os véus não circunscrevessem os riachos.


Renascer

 

o tempo,
sensorial e não só,
é uma dádiva porque provém do Ser e de ser existência.

talvez tudo derive da fonte hermética e todos os dias o universo se pense.
talvez a consciência (des)fragmentada na fluidez do movimento
aconteça no piscar dos sonhos,

onde somos água em evolução!


Utopia em Luz


Cold Green Peak, originally uploaded by fear of light.

 

barragens de luz irrompem das membranas da terra,
anunciando a pálpebra do dia.
e a penumbra desce à limpidez do leito lunar,
no dardejar do passado escondido.

atendendo às brisas dos jardins inocentes,
as pedras são poros que ascendem serenos.
mas há pedidos irrecusáveis!
tão poderosos como o ar que se respira.
e na transição,
aguarda um vento agridoce que alisa o eclodir das carótidas,
suavizando o dispersar da seiva existencial
e amainando o pulsar que vibra nos espelhos.

é nesta ligação que se formam os arquipélagos de nuvens,
a última camada doce que anuncia a orla da densa imensidão.

ocres, verdes, azuis e negras,
as camadas são membranas em si.
um ciclo elegante,
onde se rompe a noite e se rasga a luz,
na enunciação do tempo imemorial.

e acontecem músculos cansados.
exauridos pelo drenar da brandura íntima
na cedência do veio de energia aos lábios do desejo.

só assim se liberta o grito púrpura do horizonte
e se arejam as convulsões encerradas nos quartos antigos.
é então que as labaredas insuflam o crescente
e o abraço magnético devolve a gravidade às pedras
enquanto as crepitações ressoam no eco das arenas vazias.

a oclusão dos caminhos emerge na linha da raiz
formando a força da áscua terrena,
renegando a inexistência causal dos elementos,
libertando as sementes em chama ao abraço da criação.

terra, ar, fogo e água!
mantos puros que dão vida,
vestes de luz que envolvem o atravessar do destino.
mas só nas ondas de menta fresca se elevam os portais.

no mar,
vive a alma feminina.
a água é a sua expressão.

o desejo é uma orla onde se colhem os sonhos!

o meu é ser na face dourada onde se renovam túnicas de aljôfar,
pela lágrima nos tempos, utopia em luz.


De férias

Sao Pedro 06 534, originally uploaded by vfswa.
 

PARA ALÉM DO HORIZONTE, ESTÁ O MULTIVERSO!


Calendário(s)


Tempo…fermo, originally uploaded by mareluna_99.
 

marca-se o tempo da existência
na existência em tempo.

mas o tempo tem uma existência
diferente da existência no tempo.

do Tempo brotam os tempos em vida,
da Existência surgem as existências em Ser.

Tempo?
Existência?
águas no mesmo lago de luz.

e, no fluir do In-finito, tudo é passagem!

talvez seja mais um tempo para a consciência intemporal?

talvez seja aniversário?

 


Lágrimas

 

chove

no corpo
em passagem

o sonho
para o futuro.

 

(inspirado em Suave Coisa)


Passagem

abrigado pelos cumes gémeos,
o templo de energia aguarda o despontar do tempo.
e no espaço vazio dorme o dragão escarlate.

continua a desenrolar-se o fio prateado do destino.
até ao momento de recordar o que outrora fomos.

mas chegada do Ser fará com que rosas azuis brilhem na noite,
e escolhas serão pedidas.
não existe aprendizagem sem perguntas!

houve criação.
haverá destruição!

para a recriação da génese,
que acompanhará a ordem cósmica.

(e seremos parte na consciência universal
gotas, na Água da Luz!)


Rupturas

.

há corvos pousados nas neblinas adiadas.

augúrios! as laqueações interrompidas das ilusões.
mas quantos prenúncios foram realmente descontados?

no limiar da densidade perene,
vagam incertos os lamentos dos deuses,
os receptáculos vazios fulgem.
sem cinzas ou ventos passados!

apenas se recordam as magnólias roxas.
o velho fluir, esbateu-se no som presente.

são as dissonâncias das eras.
e no entanto, basta ir pelos meatos vizinhos
onde vida é um pendente interrompido.

nas névoas suspensas estiveram corvos pousados!

foi cidra, a água do tempo.
e desprendeu-se o conhecimento do antigo.

in Interlúdios da Certeza


Multitopia

 

na expansão termodinâmica,
que faz irromper água cristalina,
ainda permanecem os fluxos do tempo.

e na luz viaja o silêncio da criação.

sonho com cometas azuis!


Fragmentos


Earth Wind and Fire, originally uploaded by Philippe Sainte-Laudy.

 

tens utopias. imagens a desbravar.
procuras o ser da obra
mas esquinas acontecem.
estranhamente,
as quimeras permanecem fantasias
e todo o nada que te preenche são ondas que se revolvem.

és actor!
pasmas perante a miríade do divino.
no celebrar da dádiva,
todos os elementos recriam as cores da emoção
completando o místico do sagrado,
o primordial sopro da vida
da luz regente das manifestações do inteiro.
e o que é, transfigura-se no que for.

Céus de fogo, Terras rubras, Ventos azuis.
no diadema das águas desnudas.

e só aqui, cativados,
os universos pulsam como no inicio.
regressando ao abraço redentor das Mães
onde o choro purificado se renova.

fulminado pelas fendas das lágrimas
entregas-te ao sentir do ânimo.
afagas os contornos da beleza.
só depois poderás insufla-la com vida.

parcialmente libertas o cerne da tua condição.
alguns dos teus feitos serão mímicas abnegadas.

somente assim também serás no amor à criação
ou no perpetuar da eternidade.

 

in Diálogos, Epístolas Inertes


Profecia – 9º jogo das palavras

Cambodia: Angkor Wat, originally uploaded by mandalaybus.

 

não foi paralogismo, o oráculo de outrora.

o sofisma foi intrinsecamente verídico.
sustentado por um patrono
decididamente crente.

apesar da chama florir alva,
fés cegas sucedem-se em exemplos perdidos.

mas o reencontro é alcançável.
qualquer caminho é iluminado!

e a carta,
bordada em linhas de bondade,
une a liturgia dos tempos, proclamando:

na mudança aguarda o desvendar!

 


Causa

pó e lama,
moldados.

pelo oleiro da vida
simultaneamente distante.

o sopro remanesce,
já perecido.
e a procura adensa a água.

barro diluído.
promessa corrompida.

 

in Da Natureza e Afins


Águas Nocturnas – 7º jogo das palavras

há coreografias na leveza da noite.
folhas soltas nas correntes livres,
amantes sem capitulação,
entregues ao abraço do vento morno.

sentimento rendido à Luz. antigo!
como sonhos enamorados
ou voos entrelaçados
ao fulgor do bailarino transparente.

há danças na orla do sorriso.
espirais no caos em liberdade
que resgatam as amendoeiras em esforço
e velam pela virtude dos malmequeres

há pirilampos na aura nocturna.
pulsares que preenchem amenos afagos
em mãos que aquecem gatos esquivos
na sintonia da breve escuridão.

há orquestras reunidas em homenagem.
sussurros no silêncio do tempo
tecidos no som das cordas aliviadas,
no uníssono das memórias dos entes desamparados.

mas até a harmonia do divino é falaz!

e depois há o orvalho das luas esverdeadas.
onde a essência se purifica.
perante o gesto do impulso desconhecido,

do homem, galanteio fugaz.


Sentires


Let It Flow, originally uploaded by Philippe Sainte-Laudy.

 

as imensidões são
pertença do zénite alaranjado.
ou dos cristais rendidos.

no ondular do tempo azul,
estandartes de marfim alam na independência
das cascatas em pulsares.

todo o pretender se inclina.
nestas lágrimas, molda-se a alma do sentir.

e expressa-se o rio do coração!

 

 

(águas onde flui a essência)


Todas as Noites

cristais em diferentes sabores.

lápis-lazúli.
ametistas.
algumas safiras.

no vale dos lençóis
corre o leito das águas.

todas as noites,
e também na razão,
há lágrimas para as utopias,

perfumes em baunilha azul.


Alma Azul

7 Feb 2008: Sky Blue, originally uploaded by Alex España.

 

no infinito do mar azul,
existe um humilde olhar branco
que vislumbra a essência palpável do verbo.

abre a janela do espírito!

na fronteira dos desígnios,
há sonhos e universos por desenhar.

véus antigos. desfraldados.
entregues ao sabor do luar do equinócio.

mergulha nas sensibilidades da chuva.

e também serás,
na Água do tempo que é,
Alma Azul!

 

in Comentários na face da Noite


Fonte

as curvas descaídas no correr dos dias de outrora
expurgaram-se no imenso verde do cristalino divino.
sem o merecer, todo o meu templo renasceu.

Alguém assim o determinou!
e fui banhado no espírito redentor das Águas Vivas.


Firmamentos

índigos de luz do acontecer,
todos os céus são azuis!

os de terra,
os de água,
os de ar
e os de fogo.
principalmente os de fogo!


Âmago

 

Num sonho profundo desejo repousar,
se,
por ele,
puder chegar

ao mundo do mar.