Membranas

Membrane

metamorfoses inconstantes evoluem nas (r)evoluções
das maçãs. pobre Newton! no caminho do ínfimo, a
mecânica produziu incerteza. nenhuma esfera de vidro
resistiu! só há inércia nos estilhaços de rubis translúcidos.

o retorno apenas é possível pela alquimia dos sentidos,
pela busca do elo dos multi-Versos interiores. quais
cascatas verdes? sustenta-te nas terras das águas azuis.
não te esqueças que as estrelas são corpetes de jóias lilases.

animal político? por isso não existe lei sem paixão! já
tentaste Estagira? fazes bem! de qualquer maneira não
é inteiramente redutor. pensa na alternativa, a Cidade
do Sol, e reparte-te no espírito da entidade cósmica.

qual a velocidade para se viajar entre galáxias? simples.
terá que ser geometricamente proporcional à distancia a
percorrer. no entanto, nada se afasta. é o espaço que se
expande! e aí chegarás ao pensamento do coração branco.

vês agora porque sigo golfinhos às quintas e as nebulosas
laranjas pela manhã? são a chave para a vibração pulsante
nos perfumes dos oceanos astrais. ou física em poeiras! no
acelerador de probabilidades internas dum orbe carecido.

que hei-de fazer? gosto de gatos siameses! principalmente,
em buracos de par nove. são mais resistentes. e meigos.

mas nunca abandonarei o imaginário vivo dos teus verbos.

 

in Interlúdios da Certeza

8 responses

  1. Refere-se à vibração do mundo e do universo, não é?
    São essas as suas “membranas”.

    Outubro 2, 2008 às 18:50

  2. Vagner Heleno

    http://vagnerheleno.wordpress.com/2008/10/03/ao-poeta/

    Outubro 3, 2008 às 16:33

  3. “o retorno apenas é possível pela alquimia dos sentidos” Pois é, por que buscar fora o que já está incluso?
    Adorei seu poema.
    PAZ e LUZ

    Outubro 4, 2008 às 00:37

  4. Tiago Lopes

    “metamorfoses inconstantes evoluem nas (r)evoluções das maçãs. pobre Newton! no caminho do ínfimo, a mecânica produziu incerteza (…)

    que bela maneira de expressar o diálogo macro vs quântica.

    Belíssimo poema!

    Janeiro 24, 2009 às 22:53

  5. RM

    “mas nunca abandonarei o imaginário vivo dos teus verbos.”

    nem eu dos seus!

    Ricardo

    Janeiro 25, 2009 às 23:03

  6. Vicente!

    Fiquei atônita! Membranas que se desmembram em física e metafísica. E no entanto é o espaço que se expande!!!!

    Uma verdadeira definição do cosmos, com as nebulosas e tudo que nele está contido!

    Parabéns, grande poeta!

    Beijos

    Mirze

    Novembro 1, 2010 às 18:22

  7. Maria Antónia Moreira Anacleto Pereira Leite

    “…quais cascastas verdes? sustenta-te na terra das águas azuis.
    não te esqueças que as estrelas são corpetes de jóias lilases….”
    Parabéns, ainda hoje, li este poema, no teu livro “Interlúdios de Certeza”
    Beijos. É tão bom passar o tempo a ler-te. Ele não passa, para!

    Novembro 1, 2010 às 20:39

  8. Pingback: O Bosão do João | do Inatingível e outros Cosmos

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