sempre com crença,
o choro.
Estampado!
Na face de um ser
abandonado
… à sorte.
No meio de tanta gente
está só.
Apenas acompanhado
pela esperança emergente na
… morte.
Por cada vida
que morre,
em nós,
a chama arrefece e o futuro perece.
É a espécie que se extingue.
Banquete!
Festim!
Para um flagelo
que cresce,
assim,
sem qualquer frete.
Memória!
Nutrida no sangue.
Inerte. Banal.
A vida ao desbarato.
Que escultura monumental!
Descem lágrimas
pelo rosto da natureza.
É o choro da terra!
Prece,
aos gritos de dor.
Aos pedidos de ajuda dos que esperam amor.
A uma pergunta, sentida,
suplicando mais um fulgor de vida.
A fome resiste
num rosto sem face.
A quantidade é trivial!
O esquecimento existe
nos rostos com face.
A morte é real.
E o choro? O choro persiste.
in Letras, Palavras e Linhas: Gestos pela diferença
























