Posts tagged “mitologia

Encruzilhada(s)

Minotauros persistem nas sombras
independentemente das escolhas
e dos desvios nos trilhos.
O novelo de lã não é suficiente
para as hesitações, em vida.
Intrínsecas!
Que Cronos observa.

De nada valem as súplicas.

O silêncio da resposta é ensurdecedor.
Assoma as dúvidas e devolve-nos
à evasão da partida. 
Mas a linha já foi consumida.
Pelo castigo do enliço!

De nada valem as súplicas. Por
isso as entoamos.

Somos labirinto movediço.

 

in Da Natureza e Afins

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Mitos e Fantasias

Na mente vivem!
Reais e fieis.

Na imaginação,
plenas de felicidade.
Criaturas tão fantásticas
que, num anseio,
são uma realidade, pintada,
nesta alva dimensão.

Para agradecer,
a sua libertação,
Grifos brincam no ar exibindo,
uma magnifica plumagem.
Pégaso, como um petiz,
vai-se esconder
para, atrás de uma nuvem,
logo aparecer.

Um unicórnio desliza,
majestosamente feliz,
numa verde imensidão.
Venerado, ao longe,
pelo olhar das valquírias
que, por amazonas acompanhadas,
observam deleitadas tão pura entidade.

Ao largo,
pelas ondas acariciadas,
as sereias cantam.
Retribuindo a dádiva da criação
com o som da ternura.
A nostalgia chama Ulisses de volta ao mar!

Os de Asgard e do Olimpo
decidem presentear
Midgard com um arco-íris.
Osíris, também quer participar.
Vahalla brilha!
Cronos, rindo,
vê os Titãs estampar a vida com cores.
Na brancura, as pintas escuras,
dão o tom aos sabores.

No papel convivem!
Mitos e fantasias.
Imortais, no pensamento, crescem.
Agradecidos,
por no coração serem recebidos,
dão-nos alegrias.

E nós
 – mortais –
surpreendidos
pela visão de tal cosmos,
em tais magias somos preenchidos.

Mitos e Fantasias!
Em nós, reunidos.
A nós, unidos!

 

in Deuses, Homens e o Universo


Crença – 8º jogo das palavras

no eremitério dos cirros flamejantes,
onde somos levados à infinitude do tempo,
sente-se o silêncio em esplendor.

apenas nesse encanto
se vislumbra o misticismo
das chamas azuis do fogo intemporal.

mas existem esquinas de aleivosia.
sem comiseração visível
ou qualquer unguento desimpedido.

e sentimos, nos braços da vida, o romper do sincelo.

no entanto, continua-se a urdir pão!
quanta preciosidade há nas mãos que o fazem?