verbo azul

Manuela Salema – Livro plantado – 2007

 

uma pena solta.
um ramo suspenso.
uma página aberta ao futuro.

Deusa do jardim das safiras,
levitas no lago etéreo do desejo,
na amalgama das eras,
entre as encostas do meu peito
e mares em índigos sonhados.

floresce uma rosa, qual semente no coração.

marcas do tempo subsistem,

mas o Verbo da criação
é o livro azul da origem,

onde somos In-finito!

5 responses

  1. Bravíssimo, Vicente!

    Tinha que ser azul o verbo da criação, como é azul o infinito e o amor.

    Beijos, Poeta!

    Mirze

    Junho 28, 2011 às 00:36

  2. Maria Antónia Anacleto

    “Levitas no lago etéreo do desejo,/na amalgama das eras,/entre as encostas do meu
    peito”
    Vicente, querido amigo, como gosto deste verbo azul. Fez-me bem, tão bem ler…Um
    Beijinho.

    Junho 28, 2011 às 01:14

  3. EME

    “… onde somos in-finito” …A permanência de SER infinitivamente em Verbo.
    As palavras são voláteis, como volátil é o sopro da vida, mas nem por isso, menos verdadeiro.
    Um enorme abraço Vicente e , definitivamente, nunca deixes de escrever.
    EME

    Junho 28, 2011 às 07:25

  4. INFINITO AZUL NUM BELO POEMA

    Junho 29, 2011 às 15:30

  5. Anabela

    Vicente,

    você é um poeta extraordinário!

    As suas palavras é que são sementes.

    Junho 30, 2011 às 22:55

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