Vozes d’outros (29)

Subtileza

 

“quão subtil pode ser o espinho que sinto cravar-me os olhos,
a indelicadeza de uma não palavra no teu poema desesperado,
o pôr-do-sol derramado no longe a que te votas.
a subtileza é um gesto demorado,
como câmara lenta de uma imagem que nasce no centro das mãos,
estames que inspiram olfactos de terra,
ínfimas pétalas que se sobrepõem numa disputa da tua mirada.
mas não sou eu que me ofereço, são elas!
eu, serei subtil como o silêncio interior dos teus pensamentos
que te rondam nos segundos vagos
e te ocupam o desejo.”

 

Luísa Azevedo

6 responses

  1. Vicente!

    Luisa Azevedo é uma poetisa de primeira.Tão doce e inteligente que em seu poema subtileza, Ela oferece ínfimas pétalas Como se desculpando de ter uma apreciação.

    MARAVILHOSO POEMA!

    Beijos, poeta!

    Mirze

    Abril 2, 2011 às 17:33

  2. Maria José Fabião

    Querido amigo
    ,

    O poema é lindíssimo, mas mais lindo é o poeta que o publica. Bjs.

    Abril 2, 2011 às 18:54

  3. Graça Pires

    Gosto da poesia da Luísa. E gostei de encontrá-la aqui.
    Beijos para os dois.

    Abril 6, 2011 às 12:36

  4. Sou uma grande admiradora da poesia da Luísa.
    Tem sensualidade e musicalidade.
    «ínfimas pétalas que se sobrepõem numa disputa da tua mirada.
    mas não sou eu que me ofereço, são elas!
    eu, serei subtil como o silêncio interior dos teus pensamentos
    que te rondam nos segundos vagos
    e te ocupam o desejo.”
    Beleza.
    Boa escolha, Vicente!
    Parabéns.
    Abraço amigo e bom fim de semana.

    Abril 8, 2011 às 21:13

  5. pin gente

    meu amigo, vicente, fiquei sem palavras!
    muito obrigada pela escolha… o que seria a vida sem verdadeiros amigos.
    obrigada a todos pelos comentários.
    abraços
    luísa

    Abril 11, 2011 às 19:07

  6. VFS

    falas-me da idade, dos sonhos que descaem no poente,
    que se repete por necessidade ao alento,
    meu, e da manhã que emerge em palavras surdas.
    falas-me do pólen que gera vida e mel
    para adornar o jardim de lágrimas das íris.
    …falas-me na intimidade e em dádivas
    nutridas em silêncio, carentes de afagos.
    quão subtil pode ser?
    náo sei. mas qualquer existência é uma subtileza!
    e todas alimentam o desejo
    que se rende voluntariamente
    quão subtil pode ser?
    efectivamente não sei.
    mas sei que só pode ser
    integral!

    Abril 23, 2011 às 00:09

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