Sina


The Low Road, originally uploaded by Philippe Sainte-Laudy.

 

todo o percurso é um rascunho
que se executa na sensação do decorrer,
uma tentativa em exultação.

é normal o acontecer das camadas,
o renovar da tez,
no desperdício dos instantes.

só a mão cria o vazio do além,
num suspiro transpirado
que cede à sede do apelo:
irás descansar!

mas caminhamos a desejar o inverso do sentido,
num sentido que se versa aos pés.

e o véu lúgubre não é ilusão.
é a promessa do renascer.

eis porque o sonambulismo inflama a chama do que se fez!
eis porque se aguarda o paraíso!

 

9 responses

  1. “só a mão cria o vazio do além” gostei disso, dá fazer um texto enorme e cheio de complexos.. parabéns…
    entre no meu site
    http://www.evelyntupan.wordpress.com

    Janeiro 7, 2011 às 16:21

  2. Maravilha, Vicente!

    No rascunho da vida, é normal o acontecer das camadas no desperdício dos instantes.

    O véu lúgubre não é ilusão – é a promessa do renascer.

    Eis porque se aguarda o paraíso.

    Colhi nos seus versos um pouco da essência que fluiu aos meus olhos neste poema fenomenal!

    Parabéns, poeta!

    Beijos

    Mirze

    Janeiro 7, 2011 às 17:57

  3. Maria Antónia Moreira Anacleto Pereira Leite

    “…só a mão cria o vazio do além,
    num suspiro transpirado
    que cede à sede do apelo:
    irás descansar!…

    …eis porque se aguarda o paraíso!”

    Que bom, Vicente,l er este poema no final de mais um dia. E a “SINA”

    Janeiro 7, 2011 às 22:19

  4. Conceiçao Carvalho

    Pegando nas palavras do seu poema…
    (…)todo o percurso é um rascunho
    que se executa na sensação do decorrer,
    uma tentativa em exultação.

    Lindo…
    Que belo poema!
    Parabéns pela sua escrita.
    É maravilhosa. Espero mais!
    Conceição

    Janeiro 9, 2011 às 10:44

  5. Gostei imenso!

    Janeiro 9, 2011 às 17:13

  6. Pingback: Tweets that mention Sina « do Inatingível e outros Cosmos -- Topsy.com

  7. Anabela

    Nascer e não desejar morrer.

    Janeiro 17, 2011 às 11:24

  8. Cecilia

    “mas caminhamos a desejar o inverso do sentido,
    num sentido que se versa aos pés.

    e o véu lúgubre não é ilusão.
    é a promessa do renascer.”

    Que belíssima imagem.

    Janeiro 18, 2011 às 20:20

  9. Maria Ana Charters de Oliveira Dias

    Vicente, perspectiva profunda e elaborada de encarar o percurso da vida. Manifesta autenticidade e pura beleza.

    Poema lindíssimo! Adorei!

    Janeiro 21, 2011 às 21:47

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