Vozes d’outros (18)

SOMBRAS DE SILÍCIO

 

“{comecemos por aqui}: a mesma sombra
esteve por baixo de muitos corpos, de suas
águas e urgências, algumas primitivas, que num
ápice atravessaram o subterrâneo
de todo o tempo. {e depois, porventura, alguém dirá}:
o mesmo sexo não produz o mesmo filho, bem
como a mesma frase não gera o mesmo amor.
e então talvez haja necessidade de falar por escrito,
dentre as sombras de carolinas a florir,
e escrever por exemplo isto:
não sei em que sombra te foste probabilizar. continuo
sentada sobre a memória náufraga e hirsuta
que ainda constrói
lugares distantes com aves de silício,
com corpos sem corpos que
afinal são arte, e sensações que partem
do seu epicentro
à procura de uma distância onde se possam medir.”

Sylvia Beirute

4 responses

  1. até na selecção de poemas de outros POETAS és excelente

    .
    um beijo
    ( de natal dar.te.ei mais tarde )

    Dezembro 15, 2009 às 16:48

  2. ~pi

    corpo de

    monge

    alterado

    [ pro_long_ada

    sombra,

    beijo

    ~

    Dezembro 17, 2009 às 17:13

  3. Gostei muito deste poema. Mas não conheço Sylvia Beirute. Obrigada por ma dares a conhecer, aqui.
    Um beijo.

    Dezembro 18, 2009 às 11:47

  4. Sem duvida, um bom poema.
    Também não conhecia a Sylvia Beirute.

    Thomaz

    Dezembro 19, 2009 às 23:36

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