Não há atalhos!

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          Sopros nas cascatas do mar
          entreabrem tímidas passagens
          para a união dos pontos cardeais,
          onde flamas assinalam o regresso.

Não há atalhos! Na vida. No amor.
Nos momentos.
          E os portais
          não duram para sempre.
          São instantes mágicos que
          não voltam se não atravessados.
          As hesitações são perniciosas
          à alma do caminho!

          Amargo ou adocicado?

          Não há razão para tal, pois
          toda a lógica é desconhecida.
          Tudo advêm do impulso, do peso
          no vazio, no ricochete do profundo.

Não há atalhos! Na altivez. No ócio.
Nas escolhas.
          É a cruz dos imortais.
          Belo truque. Somos nós que as
          carregamos! Nas promessas que
          fazemos, a certeza submerge o
          eu, dilui o homem, incrementa
          o magenta.

          A fantasia implode.
          E os átrios contraem.

Não há atalhos!
          Nem nas lágrimas
          que vertem dos beirais.

in da Natureza e Afins

 

12 responses

  1. A imagem é tão esplendorosa que mal deixa espaço às palavras!

    E, no entanto, as palavras são profundas, o poema é denso… como a vida!

    Um espaço muito bonito, sem dúvida!

    Maio 27, 2008 às 01:32

  2. Simplesmente lindo!!! Não há atalhos, é simplesmente lindo…

    Maio 27, 2008 às 11:30

  3. Todo o poema é transcendente, lindo, uma promessa de vida

    beijinho

    Dezembro 10, 2008 às 03:08

  4. Este incentivo aos inícios, aos impulsos que abrem vias direitas e directas… Não haverá de facto atalhos?

    Dezembro 10, 2008 às 12:45

  5. Muito bonito!….Mas será q ñ há mesmo, atalhos?!…

    Dezembro 10, 2008 às 15:29

  6. Fenix

    Lindo!
    De facto…, penso que não há atalhos.
    Mas pode haver segunda via, segunda oportunidade.
    É necessário é estar atento aos sinais na estrada da vida.

    Abraço

    Dezembro 11, 2008 às 07:56

  7. Concordo!
    Na vida não deve haver atalhos.

    Belo poema.

    Dezembro 12, 2008 às 23:05

  8. “E os portais não duram para sempre…” quanta verdade reside aí.
    O tempo não retorna, as oportunidades não se refazem, não há atalhos.
    Simplesmente lindo.

    Abraço,

    PAZ e LUZ

    Dezembro 13, 2008 às 01:21

  9. anasir

    A vida tem de ser vivida por completo. Até as dificuldades… Senão, como daríamos valor à felicidade?
    Mais uma vez, vai ao fundo das coisas…

    Dezembro 13, 2008 às 18:57

  10. direto e bonito.

    Dezembro 26, 2008 às 20:13

  11. Conceição Carvalho

    ‎(…)”Não há atalhos! Na vida. No amor.
    Nos momentos”.

    Belo o que li…

    Fevereiro 24, 2011 às 21:30

  12. Maria Antónia Anacleto

    Não há atalhos! Na vida. No amor. Nos momentos.
    Não há atalhos! Na altivez. No ócio. Nas escolhas.
    Não há atalhos!

    Vicente, como tudo o que escreves é tão bonito e tão belo. Obrigada. Beijinho.

    Abril 14, 2012 às 23:04

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