Crença – 8º jogo das palavras

no eremitério dos cirros flamejantes,
onde somos levados à infinitude do tempo,
sente-se o silêncio em esplendor.

apenas nesse encanto
se vislumbra o misticismo
das chamas azuis do fogo intemporal.

mas existem esquinas de aleivosia.
sem comiseração visível
ou qualquer unguento desimpedido.

e sentimos, nos braços da vida, o romper do sincelo.

no entanto, continua-se a urdir pão!
quanta preciosidade há nas mãos que o fazem?

5 responses

  1. “no entanto, continua-se a urdir pão!
    quanta preciosidade há nas mãos que o fazem?” Lindo isto…
    Um abraço.

    Novembro 26, 2008 às 13:05

  2. Belíssimo texto, Vicente.

    A sensibilidade poética + os conceitos [meta]físicos se unem para dar vida a um poema, francamente, conciso.

    Bravo!

    Hercília F.

    Novembro 26, 2008 às 22:19

  3. Das palavras base, foi “urdido” um extraordinário poema. Preciosidade das suas mãos. **

    Novembro 27, 2008 às 00:05

  4. acredita nas mãos que fazem pão.

    Dezembro 2, 2008 às 19:46

  5. greencard

    Estes são não meus surprising anymore, mas agradecimentos.

    Dezembro 4, 2008 às 04:36

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