Poema

Poetry for Poverty

http://www.flickr.com/photos/jermaister/493228555/

 

Da união
entre a tinta e o papel,
nascem os traços.

Desunidos ao início,
são pelos sentimentos do coração
entrelaçados.

Unidos,
revelam o ser
e sustentam o crer.

Na união entre a tinta e o papel,
o poema é vida
na mais incerta certeza de ser conseguida.

 

in Espelhos e outras Faces

 

Out of the union
between ink and paper,
traces are born.

Divided at first,
they’re by the feelings of the heart
intertwined.

United,
they reveal the being
and sustain the belief.

Out from the union between ink and paper,
the poem is life,
within the most uncertain certainty attained.

 

in Mirrors and other Faces

6 responses

  1. Conseguir ter a vida entre as mãos não será deixar de viver?
    Na tentativa da união vive-se.
    Há os que não tentam e passam na vida sem viver.

    Fantástica forma de “definir” um poema.

    Serenos sorrisos

    Junho 22, 2008 às 11:55

  2. Seja benvindo! São lindos os seus poemas.
    Um abraço
    Maria

    Setembro 24, 2008 às 23:06

  3. Sol

    Absorvida!

    Setembro 20, 2009 às 10:44

  4. Maria Madalena Schuck

    Lindo poema, estimado poeta!
    Como todos que publicas, sabes que sou uma fã brasileira de ‘carteirinha’

    Com carinho apreço

    Maria Madalena

    Novembro 18, 2010 às 22:42

  5. Diogo

    A efemeridade da palavra.

    Belo!

    Janeiro 27, 2011 às 22:59

  6. Anabela

    “O poema é feito de palavras necessárias e insubstituíveis” – Octavio Paz

    Janeiro 28, 2011 às 10:10

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