Molhe

Foz 4-14, originally uploaded by Paulo Loureiro.

Ó promontório artificial,
permaneces imóvel
no incessante vaivém das ondas
que te afagam
                             as pedras
                                                há muito colocadas.

Os elementos
fustigam-te sem cessar:

Águas
                de dois sabores,
ventos
                dos quatro cantos
e até o Sol
                     é erosão.

Impávido,
deixas-te estar.
Nunca suspendes a protecção!

A vida não te larga.
E, por tua causa,
                                 os sentimentos são contínuos.

Mas até quando serás certeza?

in Geografia e outras Circunstâncias

4 responses

  1. memórias de pedra e mar…

    Lindíssimo!

    merci

    Junho 11, 2008 às 17:50

  2. Conheço tão bem esse molhe! tantos sentimentos lá expressos, tantos olhares para o horizonte manifestados à procura, quem sabe, de algo que do lado de lá estivesse ao alcance. É como sentir o Mar, esta imensidão de partículas atómicas, a entrar em mim, fazendo-me sentir Una com ele.

    Magnífica a força como, poeticamente, o interpreta.

    Serenos sorrisos

    Junho 11, 2008 às 21:46

  3. Lindo!

    Junho 12, 2008 às 13:34

  4. oceanus

    “Mas até quando serás certeza?”

    Magnífico…

    bjs do fundo do Oceanus

    Junho 14, 2008 às 23:41

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