Águas do Verbo (para mariah)

Párias algures ancorados
relembram dissonâncias acústicas
nos sons invocados pela memória
dos lugares onde outrora
                                 tenuemente pertenceram.

Desgarrados sem limites,
respiram amplitude.

Porque sussurram pelas amarras?

Já não habitam o verbo.
Nem a “Luz do poema”
ou o mar que nos atinge.

Choram!
Sabem agora onde o poema vive.

in Odes e Homenagens

2 responses

  1. … e repousam as águas desprendidas.

    Lindíssimo!

    Um dia de luz.

    Junho 7, 2008 às 09:07

  2. obrigada Vicente. deixo-lhe estas palavras:

    meu coração fugiu das coisas vãs
    venceu as pedras
    o ar
    o espaço

    para cantar disse
    manhã
    criança d’água

    ave branca

    boa noite,
    mariah

    Junho 7, 2008 às 23:27

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