Nós não conhecemos o ser das coisas.
Deciframos o mecanismo
mas ignoramos a razão.
Nós não nos conhecemos!
Então,
deveremos ousar
desvendar
os criptogramas
do infinitamente grande
e do infinitamente pequeno?
Não é verdade
que ainda nos desconhecemos?
Não é verdade
que ainda desconhecemos
o ser das coisas?
Sem conhecer, seremos infinito?
in Metafísica [Poética]

Junho 18, 2009 at 13:09
onde reside o infinito?
belo poema, gosto muito.
abraço, caríssimo.
Junho 18, 2009 at 18:40
fiz uma viagem ao interior de mim
dura
profunda
rebuscada
percorri labirintos
embrulhei-me em dúvidas e medos
toquei nas feridas
esbarrei nas paredes por mim erguidas na imensidão do ser
olhei-me
observei um eu desconhecido
assustei-me
repreendi-me
e impus-me regras novas
a viagem de regresso foi escura
longa
penosa
tive que voltar
um e outro dia
ano após ano
ao poucos, as veredas foram clareando
a viagem tornou-se mais serena
o eu interior decifrado
o inigma desvendado
os muitos eus passaram a conhecer-se um pouco entre si.
um beijo (e)terno, vicente
luísa
Junho 18, 2009 at 22:11
Conhecer sem saber porquê.
Boa reflexão (poética)
A Dias
Junho 20, 2009 at 09:21
Hay más macromoléculas distintas en una sola célula que astros distintos en toda la Vía Láctea.
desvendar
os criptogramas
do infinitamente grande
e do infinitamente pequeno?
Junho 20, 2009 at 22:54
Tudo depende do infinito que se procura.
Junho 23, 2009 at 14:04
? quanto mais des)conhecimento
mais
eter) nidade
~
Junho 25, 2009 at 01:37
Seremos
infinitamente
desconhecidos.
Que linda imagem…
Junho 26, 2009 at 17:25
É a mais pura verdade!
Mas há quem acredite conhecer-se .
Desses tenho até consideração, mas não entendimento!
Belo poema reflexivo!
Parabéns, Vicente!
Beijos
Mirse