homem. normal. banal.
existo aqui,
no mundo da fragilidade.
onde um herói é desfeito
e um vilão satisfeito.
vivo neste meio.
e, nesta realidade,
confesso que o meu maior receio
é ser um exemplo.
não importa para quem!
não desejo dar a ninguém
semelhante fatalidade.
nenhum templo
quero ser.
a pedestal
algum intento ascender.
o bem – pouco – tenho feito.
sou homem!
como tal,
não sou perfeito.
mas se – para alguém – exemplo for,
espero causar pouca dor.
in Espelhos e Outras Faces
Agosto 24, 2008 at 00:24
Gosto deste homem.
Um belo trabalho feito com o pensamento do coração.
Andamos na busca da perfeição.
Beijinho.
Agosto 24, 2008 at 18:47
“sou homem!
como tal,
não sou perfeito.”
Infelizmente, são os mais imperfeitos, que se julgam perfeitos!
Um belo poema a marcar uma atitude perfeita.
Um abraço