Creta 04, originally uploaded by vfswa.
Em Creta,
ouço o silêncio chamar.
E na beleza dos seus sons,
deixo-me embalar
Em Creta,
são dois os horizontes:
O azul denso do mar
e o azul claro do ar.
Em Creta,
o suave ondular do mar
contrasta com o poder dos montes
que as nuvens conseguem tocar.
Em Creta,
a luz manifesta os seus odores:
Desde o amarelo ao amanhecer
até ao laranja do entardecer.
Em Creta,
na noite escura como o bréu,
apenas o manto de estrelas
distingue a terra do céu.
Em Creta,
ouvi o silêncio chamar.
E pela pureza dos seus tons
permito-me suspirar.
in Geografia e outras Circunstâncias

Julho 3, 2008 at 7:48 pm
“ouço o silêncio chamar
o suave ondular do mar
a luz manifesta
ouvi o silêncio chamar”
Julho 3, 2008 at 10:48 pm
“ouço o silêncio chamar
…
O azul denso do mar
e o azul claro do ar”
…tão límpido e tão profundo …
Julho 4, 2008 at 2:32 pm
em Creta como cá, todas as palavras se vestem do belo
Julho 28, 2008 at 3:11 pm
Pois.
…seja por deformação profissional ou não, agrada-me particularmente a repetitiva martelada… em “Creta”.
Tal como “em Alcácer eram verdes” ou “eu gosto de vc leaozinho” ou “essas mulheres de Atenas” ou mesmo “um ninho de malfamagrifos”, martelar o refrão dá-nos a percepção da essência…