no retiro das semibreves,
sou banhado pelos raios de luz
que serpenteiam as savanas roxas.
onde o verbo inexprimível
é visão concretizada
no palpável das espirais da aura.
tudo conflui na melodia
dos sentidos cardeais
e dos interstícios das partituras vazias.
a coesão das partículas estremece
e a rapidez dos electrões adormece.
fractais e outras ondas
constituem-se renovadas.
e expurgam-se as falências humanas,
essas pequenas imanências
que estruturam o âmbito celeste.
in Interlúdios da Certeza
Junho 29, 2008 at 10:09 am
O revestimento celeste do que é material, onde o verbo não necessita de se expressar para se fazer sentir.
Serenos sorrisos
Julho 1, 2008 at 2:45 am
Seus poemas são bonitos e profundos!
Boa fonte de reflexão…
Beijos de luz!