Párias algures ancorados
relembram dissonâncias acústicas
nos sons invocados pela memória
dos lugares onde outrora
tenuemente pertenceram.
Desgarrados sem limites,
respiram amplitude.
Porque sussurram pelas amarras?
Já não habitam o verbo.
Nem a “Luz do poema”
ou o mar que nos atinge.
Choram!
Sabem agora onde o poema vive.
in Odes e Homenagens
Junho 7, 2008 at 9:07 am
… e repousam as águas desprendidas.
Lindíssimo!
Um dia de luz.
Junho 7, 2008 at 11:27 pm
obrigada Vicente. deixo-lhe estas palavras:
meu coração fugiu das coisas vãs
venceu as pedras
o ar
o espaço
para cantar disse
manhã
criança d’água
ave branca
boa noite,
mariah