Párias algures ancorados
relembram dissonâncias acústicas
nos sons invocados pela memória
dos lugares onde outrora
                                 tenuemente pertenceram.

Desgarrados sem limites,
respiram amplitude.

Porque sussurram pelas amarras?

Já não habitam o verbo.
Nem a “Luz do poema”
ou o mar que nos atinge.

Choram!
Sabem agora onde o poema vive.

in Odes e Homenagens