Uns, são mudos.
Outros, não são ouvidos.
Alguns, duns, certamente o serão.
Outros, doutros, possivelmente não.
Há os que tudo falam e nada dizem
e há os que tudo dizem e nada falam.
Pelo menos, enquanto vivos.
Porque mortos, tudo falaram, tudo disseram.
Também sou Poeta!
Não Pessoa. Fernando!
Vivo, nem sequer sou esquecido
porque não sou conhecido.
Também sou Pessoa!
Não Fernando. Poeta!
Mas continuo desconhecido.
No entanto, eu escrevo.
porque nas minhas veias escorre o canto
que liberta as lágrimas da minha pena
e sufoca os soluços do meu coração.
Sou um dos poetas do silêncio!
E em sossego,
esmaeço no esquecimento
pleno de conhecimento
in Espelhos e Outras Faces
Maio 12, 2008 at 11:00 pm
Cara, vc escreveu um poema bonito pro Pessoa no poemas do mundo. “Não digo nada! (para Fernando Pessoa) é demais. E este aqui também é maravilhoso.